sábado, 10 de dezembro de 2011

Do que acusam Fernando Pimentel?



Fernando Pimentel terminou seu mandato como Prefeito de Belo Horizonte com uma taxa de aprovação recorde. Esteve no centro das decisões do executivo municipal por 16 anos. Foi Secretário da Fazenda de Patrus (1993-1996), de Célio de Castro (1996-2000) e eleito vice-prefeito para o mandato de 2000-2004, torna-se “prefeito em exercício” já no primeiro ano do segundo mandato de Célio de Castro, que sofrera um forte derrame cerebral.

Fernando Pimentel foi eleito Prefeito de Belo Horizonte no primeiro turno da eleição de 2004 com mais de 70% dos votos válidos.

Neste mesmo período a PBH tornou-se exemplo de gestão administrativa para as cidades brasileiras, de competência gerencial e de probidade administrativaO Prefeito, e seus gestores, sempre estiveram fora do noticiário de escândalos e malfeitos. Dos milhares de contratos assinados pela PBH durante a administração de Pimentel não há uma condenação judicial que envolva o seu mandatário. Três ou quatro d”enúncias” permanecem sem julgamento definitivo. Um dessas, ocorrida no ano 2001, está sendo trazida à tona, em 2011, como conexão entre dois fatos completamente separados pelo tempo.

O sucesso administrativo rendeu reconhecimento internacional para a cidade e para o seu Prefeito, eleito o melhor do país.

O plano de obras que hoje a cidade possuí é um legado deste tempo. Belo Horizonte é a capital com maior proporção de obras sobre o orçamento total. Diga-se de passassem, esta proporção é maior que todos os Estados da Federação. É maior do que o da União, que hoje tem o PAC.

O que pouca gente sabe é que antes de se tonar Secretário de Fazenda, o atual Ministro, foi professor do Departamento de Economia da UFMG e Diretor Financeiro da empresa de sua família, a Belo Horizonte Couros SA. Na sua gestão, esta empresa, com várias lojas na capital, era uma importante distribuidora de produtos para o interior de Minas Gerais.

O sucesso empresarial, acadêmico e como gestor público, tornou Fernando Pimentel um profissional com qualificação diferenciada, que, ao retornar ao mercado de trabalho optou por criar uma empresa de consultoria.

Para a legislação brasileira, as empresas de consultoria tem de ser constituídas como sociedades limitadas. Sócios costumam ser pessoas que possuem confiança mútua.

Pimentel é acusado de, nos dois anos que atuou como consultor, receber, sozinho, o integral valor do seu faturamento.Causa espanto como isto é noticiado, de maneira repetitiva, sem os devidos descontos tributários que a emissão de notas fiscais requer. As pessoas que atuam como consultores sabem que as empresas de lucro presumido, tal como são 99% das empresas de consultoria, geram fatos tributários da ordem de 15% na emissão de suas notas fiscais.

Empresas de consultoria costuma ter funcionários, pagar condomínio, luz telefone, internet. Costumam também adquirir computadores, projetores, impressoras, móveis e equipamentos de escritório. Deduzir que, descontados os impostos, o faturamento liquido fica disponível para sócios é de uma ingenuidade que beira o leviano o total desconhecimento da realidade financeira das empresas.

Achomos isto um desrespeito que fazem com o leitor. Para informar é preciso conhecer os fatos. Ficamos na dúvida se isto não é um erro proposital. Uma omissão que ataca para mascarar os verdadeiros interesses de quem ataca. Seriam estes fatos que demonstram existir um profundo interesse em difamar e desestabilizar este governo? Se for assim, é um desrespeito ao leitor. Eleitor, melhor dizendo.
Amigos do Pimentel

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