"Eu acho que Fernando Henrique Cardoso deveria, no mínimo, ficar quieto. Neste país, cada um fala o que quiser e responde pelo que fala. Ele (FHC) deveria deixar a mulher trabalhar. Deveria contribuir para a Dilma continuar a governar o País bem. Afinal de contas não é todo dia que o País elege uma mulher presidente. Deixa ela trabalhar. Ela sabe o que faz."
A declaração acima com que abro esta nota é do ex-presidente Lula, ao chegar nesta 3ª feira (ontem) à noite a uma livraria da avenida Paulista para o lançamento do livro "O Brasil", do jornalista e diretor de Carta Capital, Mino Carta. O ex-presidente petista respondia a seu antecessor tucano, FHC, que no início da semana chamou a presidenta Dilma Rousseff de "ingrata" pelo fato de a chefe do governo ter dito: "Não herdamos nada. Nós construímos".
O ex-presidente tucano entrou com tudo na condução da campanha presidencial antecipada do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e está cada vez mais irritado com esta declaração da presidenta da República. FHC e o tucanato estão mesmo é incomodados pelo fato de o PT comemorar os 10 anos que está no poder (2003-2013) mostrando o que fez e comparando ao período de governo comandado pelo ex-presidente tucano (1995-2002).
Para Rui Falcão, FHC confundiu gesto da presidenta Dilma.
Hoje, aliás, nem vou analisar essa questão. Além da resposta do ex-presidente Lula, limito-me a publicar aqui as análises a respeito feitas pelo presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP), e do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). O dirigente de meu partido rebateu as críticas do ex-presidente tucano com um lembrete: "O ex-presidente Fernando Henrique confunde a boa educação da presidenta Dilma, como se isso fosse nos fazer esquecer o estado em que encontramos o Brasil".
"FHC - prosseguiu Rui - quer salvo-conduto porque confundiu um gesto de elegância da presidenta, que o chamou para jantar e mandou carta de cumprimentos no aniversário de 80 anos dele, como se isso fosse apagar o jeito que estava o Brasil em 2003 (posse do presidente Lula)".
Para Rui, a presidenta Dilma Rousseff foi apenas "educada" com FHC em 2011, ao enviar uma carta elogiando-o por ocasião das comemorações de seus 80 anos. Nada mais, frisou Rui. Em nenhum momento houve aproximação entre a petista e o tucano. A carta de parabéns da presidenta no aniversário de FHC foi um cumprimento, um gesto protocolar. A mídia é que, naquela ocasião, mais que depressa explorou o fato ao máximo dentro de sua estratégia permanente de afastar a presidenta Dilma do ex-presidente Lula.
Ao assumir em 2003, "Lula encontrou o Brasil com o FMI".
Também o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), depois de uma reunião de duas horas com a presidenta da República no Palácio do Planalto, falou a respeito: "Se o Fernando Henrique tivesse feito algum favor a Dilma, ele teria algum motivo para dizer que ela é ingrata. Mas qual foi o favor que o Fernando Henrique fez a Dilma? Nenhum."
"Vamos fazer um esforço de memória? O Lula encontrou o Brasil com o FMI. Ninguém podia fazer nada sem pedir permissão ao Fundo; a dívida do país (estava) num patamar dos mais elevados da nossa história; e o patrimônio do país (pós privatizações) reduzido a um terço... Se a herança que ele (Fernando Henrique) diz é essa, me perdoe, mas ele devia... esquecer um pouco", concluiu Cid Gomes.
Ecos do PSDB de Minas: não vieram. Tampouco proposta para o país.
Exatamente uma semana depois do discurso feito pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em que prometia apontar da tribuna do Senado "13 fracassos do PT" - ele ficou devendo -, reduz-se a praticamente nada a repercussão do pronunciamento "vendido" como bombástico antes de ser feito.
O discurso foi esquecido e mesmo jornalões e jornalistas alinhados com a candidatura presidencial do senador não esconderam a decepção: no pouco que falaram, criticaram a fala do parlamentar mineiro. Aécio Neves não falou no seminário tucano que promoveu neste início de semana, 2ª e 3ª feira em Belo Horizonte, com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Não tem nada de pronunciamento dele nos jornais...Se falaram, nem ele nem o ex-presidente tucano obtiveram eco. Era o programado e o prometido. Mas, até agora, não vi nenhuma proposta saída desse encontro de BH. Só vi as críticas que fizeram à presidenta Dilma Rousseff e aos governos do PT... Já do lado de cá avança a articulação do PT e do Planalto com os aliados da base. A presença, já confirmada, da presidenta Dilma na convenção nacional do PMDB, sábado próximo, em Brasília, será simbólica, emblemática mesmo, da aliança com o partido, com o PMDB atacado exatamente por ser a âncora da coalizão que governa o país com o PT. Daí receber criticas à direita e à esquerda. Como as expressas nas candidaturas derrotadas nos primeiros dias deste mês do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) e do senador Pedro Taques (PDT-MT) às presidências da Câmara e do Senado. Derrotados pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL). |
TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
As respostas dos líderes petistas e aliados a FHC.
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