Presidente da CBF
queria aproveitar o projeto de lei do deputado Vicente Cândido (PT-SP),
que anistia dívidas de clubes de futebol, para enfim ser recebido pela
presidente, mas novamente obteve resposta negativa; no auge do regime
militar, arenista José Maria Marin discursava a favor do torturador
Sérgio Paranhos Fleury, enquanto ela era presa e torturada; presidente
da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro quer a renúncia do
cargo na CBF; petição na internet ultrapassou meta de 50 mil nomes; pede
para sair, Marin!
Brasil 24/7
247 – Alvo de críticas e protestos para que
deixe o cargo de presidente da CBF, José Maria Marin recebeu uma nova
forma de ataque. E agora da presidente Dilma Rousseff. O cartola, que
finalmente esperava ser recebido pela presidente para uma audiência, a
fim de discutir o projeto de lei do deputado Vicente Cândido (PT) – que
anistia dívidas de clubes em troca de investimentos em esportes
olímpicos – recebeu resposta negativa e terá de se contentar em
encontrá-la apenas em eventos, como já vinha fazendo.
A informação, publicada na coluna Radar On-Line, de Veja, só atesta
que a relação dos dois não é nada além de distante. Marin, que como
deputado estadual por São Paulo na década de 70 foi um ferrenho defensor
do regime militar, não é visto com bons olhos por Dilma, que foi presa e
torturada durante a ditadura. Os dois nunca tiveram um encontro desde
que ele assumiu o cargo, em março do ano passado, e desta vez, os áudios
divulgados na internet que revelam críticas do dirigente contra o
ministro do Esporte, Aldo Rebelo, certamente foram o estopim para sua
moral.
Novo inimigo.
Como se já não bastassem os protestos que pedem sua saída da
Confederação, Marin ganhou agora mais um inimigo de peso. O presidente
da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, cobrou
sua renúncia, fazendo coro à versão de que ele contribuiu para a prisão
do jornalista Vladimir Herzog, que foi torturado e acabou sendo morto no
período da ditadura.
"Marin foi um fiel servidor dos militares na ditadura e, pelo que se
diz, também delator. Com essas credenciais, não pode continuar no cargo
de presidente da CBF", afirmou Damous, segundo o jornalista Felipe
Patury, de Época. A acusação ganhou uma petição na internet
do filho do jornalista, Ivo Herzog, pedindo para que a CBF não seja
presidida por um apoiador do regime militar enquanto o Brasil sedia os
maiores eventos de futebol mundiais, a Copa das Confederações e a Copa
do Mundo, em 2013 e 2014.
O abaixo-assinado já reuniu quase 55 mil nomes, superando a meta
proposta inicialmente, de 50 mil. Entre os assinantes estão artistas e
parlamentares como Chico Buarque, Ana de Hollanda, Chico Alencar, Ivan
Valente e Marcelo Freixo. Marin também pode passar ser convocado a
prestar depoimento à Comissão Nacional da Verdade para esclarecer suas
posições. Afinal, como escreveu Zuenir Ventura, seria irônico um
admirador do torturador Sérgio Paranhos dirigir a CBF num país presidido
por quem já foi torturada.
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TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Marin tem não de Dilma; pressão na CBF aumenta.
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