segunda-feira, 29 de julho de 2013

Aécio blasfemo.

Aécio blasfemo - Aparte Minas Sem Censura
Quando pensamos que os textos aecianos chegaram ao fundo do poço, em termos de criatividade, conteúdo e estética, nos surpreendemos mais ainda. Como o desta segunda-feira, 29/07/2013.
Nele, Aécio Neves busca inspiração na fala do Papa Francisco, fez a crítica das desigualdades sociais e apologia dos movimentos de juventude, dentre outas manifestações.
O senador Neves pegou carona nisso para – quase em genuflexão – declarar seu compromisso com políticas e posturas de simplicidade, de igualdade, e com o esforço de superar o abismo que separa ricos e pobres neste país.
Como Aécio quer fazer isso?
Primeiro, propondo uma reforma tributária em que a “carga” saia dos atuais 34,4% do PIB, para menos de 25%. Que é o percentual que os oligopólios econômicos dizem que toleram. É a velha crença: com menos impostos, os empresários geram empregos, empregos promovem a inclusão social e o mercado “corrige” as desigualdades sociais. Isso é uma falácia do século XIX e só perdura nos dias atuais porque é necessário se falar alguma coisa, já que o silêncio denuncia o vácuo de alternativas. E além do mais, vejamos: o Paraguai tem carga tributária de 12% do PIB; o Gabão 10,3%; o Afeganistão, 6%. Há décadas. Onde está o milagre liberal nesses países (menos impostos, mais investimentos privados, mais empregos, melhores condições de vida)?
Segundo: o PSDB defende o fim de direitos trabalhistas, como férias de 30 dias, 13º salário, o fim das multas pelas demissões imotivadas etc., também na linha do primeiro item: mais recursos nas mãos de empresários, mais investimentos, mais empregos e blá-blá-blá.
Terceiro: o fim, ou diminuição de políticas sociais e de assistência. Para que “sobre” mais dinheiro para investimentos e dá-lhe a mesma cantilena: o que diminui a desigualdade social é o livre mercado e a livre concorrência.
Quarto: mais “estado mínimo”, menos servidores concursados, menos saúde pública, menos educação, menos segurança, etc Justificativa? A de sempre: o mercado é a solução.
Ou seja, Aécinho diz concordar com o Papa, de público. Mas, no privado, ele pratica outra coisa!
Aécio Neves é um blasfemo!

Nenhum comentário: