Será por conta da forte rejeição popular que sofrem
PDSB, DEM e PPS, os faz contra a proposta de Dilma de um plebiscito para a reforma política? A imagem acima demonstra a relação de pouca afinidade destes partidos com o povo…
A oposição capitaneada pelo PSDB e trazendo a reboque DEM e PPS, decidiu que não quer conversa com o governo para discutir a reforma política e que é, radicalmente contrária a ideia de uma consulta popular sobre o assunto.
Segundo publicado pelo Estadão, algumas lideranças em nome destes partidos assim se colocaram:
Pela maneira como se situa, a oposição parece crer e tentar emplacar a parca ideia de que as manifestações não os tinham também como alvo e que, simples e desacertadamente, isto é somente um problema do governo Dilma e que todo o sistema político está à salvo dos protestos. Uma análise falha e irrefletida, para salvar suas próprias peles.
Afinal a maior bronca dos protestos é contra a falta de representatividade política. Logo, temas como educação, saúde, transporte e corrupção estão incluídos nestes protestos como parte de um pacote de melhorias, que somente um novo sistema político pode trazer a população por meio de uma ampla reforma política, imperiosamente fazendo a sociedade brasileira protagonista deste processo.
Cortina de fumaça é querer escantear a exigência das ruas como algo secundário, sem importância ou desnecessário para este momento. Afinal a manutenção do triste retrato em que se refletem os três poderes, principalmente Legislativo e Judiciário, a corrupção tende a permanecer como marca da prática de agentes do Estado, afetando, impiedosamente, saúde, educação, transporte e outros direitos da população.
Esta negação a um plebiscito, é um sinal inequívoco de setores que querem manter um modelo desigual, pouco representativo e, flagrantemente, esgotado. O povo quer um basta a isto. Quando, por exemplo, pressionou os políticos, o Congresso tirou das gavetas projetos que beneficiam os interesses da maioria e pôs em votação, como na aprovação dos royalties do petróleo para a educação.
Quando os três partidos da oposição se juntam para evitar que o povo seja ouvido, diretamente, através de um plebiscito para reformar o atual e decadente sistema político, e são fortemente auxiliados pela grande imprensa nesta tarefa, eles o fazem em defesa de interesses menores, em que se incluem, mas que exclui a vontade expressa da maioria.
Acreditar nesta balela é cegar-se quanto à falência deste sistema político e sua urgente remodelação e que, enquanto perdurar o modelo atual, novas crises surgirão de tempos em tempos e a democracia não se consolida. Os que se negam a construir o consenso, apostam, abertamente, na cisão social e na crise para, supostamente, poderem beneficiar-se política e eleitoralmente.
Alguma dúvida?
Palavras Diversas
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PSDB, DEM, PPS, todos juntos contra plebiscito. Medo de ouvir o povo.
O presidente nacional do PSDB e pré-candidato do partido à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), o ex-governador José Serra, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN) - e mais o dirigente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), que assina notas oficiais com eles - estão todos juntos contra o plebiscito, contra o povo deliberar sobre a reforma política.
Sempre foram contra consultar o povo. Preferem a elite. Mas o povo não é bobo. Quer a reforma política já e apoia tanto o plebiscito como a proposta de Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para fazê-la (e que já não está mais em pauta). Os brasileiros sabem que o atual Congresso não fará a reforma política. Propostas no sentido de fazê-la tramitam há mais de 10 anos lá. O Senado Federal chegou a aprovar uma, mas a mudança não anda.
O senador Aécio Neves voltou a criticar, ontem, a proposta de um plebiscito. Para ele trata-se de uma tentativa do governo de se "desviar" das demandas colocadas pela população, como educação, saúde e transporte que, na avaliação dele, a presidenta tem "tratado lateralmente". Respostas mais diretas do governo, exatamente atendendo às demans nessas áreas, impossível, senador!
Oposição não quer é dialogar. Nem com o governo, nem com o povo.
Também o ex-governador José Serra reiterou sua posição contraria à realização do plebiscito. "Primeiro que um plebiscito custa R$ 400 milhões, R$ 500 milhões. Segundo que não dá tempo. Quer mudar o sistema político? Faz por via normal, com emenda constitucional, por exemplo. Pra que fazer um plebiscito?", afirmou Serra em entrevista à Rádio Jovem Pan nesta 2ª feira. "Essa ideia de plebiscito foi feita por marqueteiro", reduziu ele.
A oposição também não quer se reunir com a presidenta Dilma. Recusou o convite. O líder do PSDB, senador Aloysio Nunes (SP), justificou que se fosse para ir lá (ao Palácio do Planalto) para tomar cafezinho, não iria. Não era para isto. E nesta 2ª feira, veio a recusa formal dos partidos para o encontro que o governo articulava desde a semana passada, quando a presidenta Dilma recebeu praticamente todas as lideranças políticas, partidárias, sociais, sindicais, os chefes dos demais poderes da República para ouvi-los - exceção da oposição.
A oposição não quer dialogar, não quer levar suas propostas à chefe do governo. Como também não está na ruas, nem com as ruas. Está se omitindo. Prefere os discursos na confortável tribuna do Senado e a generosa tela da Rede Globo que lhe concede quanto espaço ela quiser.
Comicamente, o PSOL também não quer se reunir com a presidenta. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), seu líder no Senado, compareceu ao Planalto ontem para uma reunião com a presidenta Dilma, mas esclareceu que o fazia na condição de senador e não pelo partido. Explicou que foi para ouvir o que o governo tinha a dizer e a propor.
Zé Dirceu |
TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Cisão social e mais crise: a aposta da oposição ao recusar consenso.
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