terça-feira, 13 de agosto de 2013

Aécio: carona no dia dos pais. Aparte Minas Sem Censura.

Aécio: carona no dia dos pais - Aparte Minas Sem Censura

Sua excelência, senador Aécio Neves, usou como pretexto de sua prosa segundeira, o dia dos pais. Mostrando-se um pai atormentado pela sua agenda que não lhe garante muito tempo à sua filha, já que ele é um homem preocupado com o destino da juventude brasileira, ele destila várias críticas à condição atual dessa mesma juventude.

Desemprego e empregos precários, violência e criminalidade, bullyng na internet, educação, saúde, lazer etc.

É verdade. Há muito o que fazer para a juventude. Sobretudo depois da década neoliberal do PSDB.

Imagine se não fosse construído todo um sistema de proteção à juventude no governo Lula, o que seria de gerações inteiras de crianças que vivenciaram o desmonte do Estado promovido pelos tucanos na segurança pública, na educação, na saúde, na cultura e no lazer?

Só no governo Lula, tivemos a criação de 14 novas universidades e 117 campi/unidades. Nos oito anos de FHC foram quantos mesmo? E os Cefets/Ifets? FHC sucateou os existentes. Lula e Dilma criaram centenas. E o ProUni? E o financiamento para estudantes? E as bolsas de estudo no exterior? E os reajustes das bolsas de mestrado e doutorado (congelados por vários anos, com FHC)? E o Projovem? E a construção de redes de proteção para a juventude negra, indígena, pobre e de periferia, em múltiplos programas que articulam, de forma inédita, vários ministérios e órgãos? E o Bolsa Família, tão desqualificado pelos tucanos?

A Secretaria Nacional da Juventude, a de Políticas para as Mulheres, a de Promoção da Igualdade Racial e a de Direitos Humanos têm status de ministérios e orientam a articulação inédita de instâncias e órgãos governamentais para a promoção de políticas para a juventude. E isso é herança bendita do governo Lula. E que são ampliadas com Dilma.

Sem falar nos Ministérios da Educação, da Saúde, do Trabalho, da Cultura etc., que desenvolvem “n” políticas de interesse da juventude, que rompem com o descaso característico dos tempos de FHC e de Aécio no poder central.

Aliás, de FHC restou apenas uma frase, de fato, progressista: aquela sobre a descriminalização da maconha. Aécio poderia falar um pouco sobre isso. Afinal, a juventude pobre, de periferia é a que mais sofre com a criminalização do uso. Muitos jovens (e velhos) das classes médias mais abastadas continuam a se abastecer de drogas, usando essa “mão de obra” que fica na linha de fogo entre os tiros da polícia, das milícias e do tráfico. Que tal uma opinião sobre isso, senador?

Sobre o “senso ético” exaltado em seu texto, seria bom que ele falasse à juventude sua opinião sobre o escândalo Siemens/PSDB/DEM.

Enfim, não podíamos deixar de registrar nossa perplexidade com a última frase de seu texto:

“Pai é para sempre. Mesmo quando não está mais entre nós. Por isso, dedico a coluna desta segunda-feira especialmente àqueles que, como eu, ainda não se acostumaram com a cadeira vazia no almoço de domingo.”

Não nos cabe aqui questionar a pieguice e a insinceridade de qualquer coisa no plano pessoal do distinto senador. Mas, pegue leve Aécio. Pegue leve. Não por nós, mas pelos jornalistas, amigos e adversários que tu tens. Todos sabem que “cadeira vazia no almoço de domingo” é mera figura de retórica, com fins eleitoreiros. Seja como filho, seja como enteado.

Ps.: fomos pesquisar seu escrito do dia das mães deste 2013, e não encontramos nenhuma referência à data. Ah, que desleixo... Diga ao seu ghost writer para não se esquecer disso em 2014. Mas, sem demagogia.

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