quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Grupo político de Reginaldo Lopes define apoio a Odair Cunha e Paulo Teixeira no PED 2013.

Após realizar 14 plenárias em todas as regiões de Minas Gerais e dois encontros estaduais para discutir o Processo de Eleições Diretas (PED) 2013, o coletivo petista Articulação Democrática (AD), liderado pelo presidente do PTMG Reginaldo Lopes, juntamente com o Movimento Ação e Identidade Socialista (MAIS), reuniram os coordenadores estaduais neste último sábado, 10, em Belo Horizonte, onde definiram apoio ao deputado Odair Cunha (PT-MG) para a presidência estadual da legenda e ao deputado Paulo Teixeira (PT-SP) para a direção nacional do partido.
Este último evento contou com a presença de mais de 100 participantes entre prefeitos, vices, vereadores e lideranças de 53 cidades mineiras que aprovaram a retirada das pré-candidaturas de Cristiano Silveira e do deputado Pompílio Canavez. Ambos haviam sido destacados pelo grupo, no primeiro encontro da AD em abril deste ano, quando se deliberou pela realização de plenárias, para debaterem no estado a construção do diálogo e da unidade no partido. As eleições para a escolha dos novos dirigentes nacionais, estaduais e municipais do PT acontecem no dia 10 de novembro. E termina hoje, 12 de agosto, o prazo para inscrição de chapas e candidatos à presidência estadual da sigla.
Reginaldo Lopes ressaltou que a escolha tanto de Odair Cunha, quanto de Paulo Teixeira, foi feita coletivamente e baseada em um longo processo de discussões e debates sobre o PT que se quer para os próximos 30 anos. As Caravanas da AD iniciaram-se em uma conjuntura onde o Governo da presidenta Dilma Rousseff tinha 70% de aprovação e terminaram com a popularidade do governo chegando ao patamar de 30%, devido ao advento das manifestações populares que tomaram o país, a partir de junho deste ano. Essa mudança de conjuntura permitiu o enriquecimento das discussões e a percepção de que os petistas, filiados e simpatizantes, querem debater. “Fizemos um processo de resgate do debate politico. O centro do debate está na nossa capacidade de fazer do PT um partido vivo, presente, capaz de inovar e renovar. De dialogar com as reivindicações dos movimentos populares. Isso sim garantirá a perenidade que queremos para a sigla”.
O apoio do grupo à candidatura de Odair Cunha para a presidência estadual foi feito com base em uma aliança programática. Foi apresentado um documento com 13 propostas que o coletivo acredita serem fundamentais para que se possa construir um trabalho unitário e que fortaleça o PT no estado. “Confiamos que vamos tocar conjuntamente o partido baseado em um programa comum. Nós fomos a único movimento interno que percorreu o estado todo e debateu com a base do partido. Elegemos representantes, discutimos projetos para subsidiar o plano de governo do Fernando Pimentel. E nessa corrida pelo estado nós entendemos que precisamos de um programa para dirigir o PT”.
Para o presidente do PTMG, é preciso superar a falsa contradição entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel, que despolitizou o PT nos últimos oito anos. É preciso dar conteúdo à gestão do partido, construindo um pacto pela governabilidade. “A mesma crise de governabilidade e coalizão que nós vivemos no país, também temos no PT de Minas. Porque a coalizão aqui se deu através de projetos pessoais e não de forma partidária e política”. O que vai centralizar o debate é o compromisso da nova gestão com o partido. O Patrus apoia Pimentel para governador e não tem clima para questionar a naturalidade da candidatura. “Isso é o ponto novo do PT, porque senão estaríamos fazendo um novo PED em torno de Patrus e Pimentel”.
Também foi formalizado o rompimento com o campo majoritário do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), que defende a reeleição de Rui Falcão para a presidência nacional da sigla. A AD passou a integrar a chapa da tendência nacional Mensagem ao Partido que tem como candidato à presidência da legenda o deputado Paulo Teixeira.
A mudança de rumo se deu no ensejo das manifestações de junho que, entre outras coisas, mostraram três narrativas distintas: a do Governo Federal e seus resultados; da mídia que é o maior partido de oposição e demais partidos que não têm projeto para o Brasil; e dos manifestantes que pediram mais direitos e mais qualidade nos serviços públicos.
No entanto, apesar dos protestos dialogarem muito com o governo democrático e popular do PT, a condução da legenda em âmbito nacional, nos últimos tempos, não deu conta de liderar os partidos aliados na Câmara dos Deputados e nem de pautar assuntos importantes para o Brasil.
“A presidenta Dilma é mais ousada do que o nosso partido. O PT não conseguiu dialogar com os movimentos sociais e populares. O nosso partido precisa de uma repactuação republicana do ponto de vista do debate ético com a sociedade brasileira. Portanto, eu proponho que o PT tenha uma mudança de conteúdo do ponto de vista de sua gestão nacional”, disse Lopes.
Nesse sentido, o deputado e o grupo acreditam que a candidatura de Paulo Teixeira possa representar essa mudança de paradigma. “Foi uma decisão acertada do ponto de vista da esperança, do ideal, do sonho e da necessidade de provocar novas inquietações. Vamos oxigenar um pouco o debate sobre a presidência nacional”, definiu.
Ao retirar sua pré-candidatura à disputa pela presidência estadual da sigla, Cristiano Silveira reafirmou que a inquietação deve estar sempre viva dentro do partido e que por isso se fez necessário uma escolha diferente da CNB. “Não vejo no companheiro Rui Falcão e na CNB nada de novo. A contribuição que deram foi importante até determinado momento, mas acabou se apequenando”. Na disputa estadual, Silveira salientou que a definição foi feita em cima de propostas, pontos que o grupo entende ser fundamentais e que requer o comprometimento de Odair Cunha.
Outro pré-candidato da AD, Pompílio Canavez se disse feliz com todo o processo onde a unidade foi o fator norteador da ação política. “Apoio Odair no sentido de buscar a unidade no estado e a eleição de Fernando Pimentel governador, para mudarmos a lógica deste estado quebrado e que só serve a interesses privados”.
 
Mundo grande.

Ficou por conta do professor Juarez Guimarães o momento que emocionou os presentes. Ao fazer sua análise sobre a conjuntura política a partir das manifestações de junho, Guimarães finalizou com o poema de Carlos Drummond de Andrade chamado “Mundo grande” que em um trecho diz: “Sim, meu coração é muito pequeno. Só agora vejo que nele não cabem os homens. Os homens estão cá fora, estão na rua. A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava. Mas também a rua não cabe todos os homens. A rua é menor que o mundo. O mundo é grande”.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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