| MPL convocou ato público para pressionar tucanos sobre o escândalo do propinoduto. Siemens mostra disposição em ajudar nas investigações, desde que baseadas em “provas validadas”, mas sua nota foi publicada apenas na Folha de São Paulo…
Quando anúncio é confissão
O “Informe Publicitário” publicado pela Siemens do Brasil e assinado pelo seu presidente na primeira página da Folha de S.Paulo no domingo (11/8) não pode ficar sem reparos (ver íntegra abaixo). Por que só na Folha? A empresa só tem contas a prestar ao jornal que iniciou as revelações sobre o suposto cartel para vencer licitações de trens e metrô? E os leitores dos demais jornais que acompanham o caso?
A Folha aproveitou o privilégio e incluiu o que lhe pareceu mais relevante no noticiário do dia. Ganhou duas vezes – merece. Além do tácito reconhecimento de seus malfeitos em outros tempos e outras partes do mundo, a Siemens proclama de maneira contundente a intenção de não envolver-se com os desdobramentos das investigações nem endossa suposições ou acusações que não sejam baseadas em provas validadas.
Fez muitas besteiras, não quer repeti-las. Não quer que o seu mea culpa seja visto como estratégia publicitária, mas como compromisso com a transparência visando uma sociedade mais ética. É uma denúncia contra a concorrência desleal, desonesta e indício de que o capitalismo precisa mudar.
A peça deveria ser examinada com atenção por consórcios, lobbies e empresas, nacionais ou estrangeiras, públicas ou privadas, concessionárias, vendedoras de equipamentos e/ou serviços. Também por administradores de crises e assessorias de comunicação que, quando flagrados, geralmente aconselham os clientes a optar por subterfúgios e pela opacidade.
O comunicado da Siemens
Alberto Dines em 13/08/2013 na edição 759 / Observatório da Imprensa
Palavras Diversas |
TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Siemens confessa participação nos malfeitos do propinoduto tucano.
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