quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Afronta a Barbosa: manifesto de Vargas é democrático.

Imprensa e PSDB, alaidos de Joaquim Barbosa, querem censurar ato de André Vargas no Congresso. A democracia permite manifestar-se contra aquilo ou quem se desaprova, ou não?
Imprensa e PSDB, aliados de Joaquim Barbosa, querem censurar ato de André Vargas no Congresso. A democracia permite manifestar-se contra aquilo ou a quem se desaprova, ou não?

André Vargas [PT/PR] fez um gesto provocativo ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, quando este fez uma visita ao Congresso.

O petista ergueu os punhos cerrados, em clara alusão ao gesto de José Genoíno e José Dirceu ao serem presos. Tal atitude representa o inconformismo com a decisão de Barbosa e uma afronta ao seu temperamento justiceiro trapalhão.

A imprensa veio, imediatamente, prestar sua solidariedade e defender seu ministro favorito do judiciário mais midiático da história brasileira.

Em seguida, sem qualquer surpresa, o líder do PSDB, Antonio Imbassahy, prometeu entrar com uma representação contra o Vargas na Câmara Federal.

O gesto de Vargas não é desrespeitoso, faz parte da democracia, é seu direito manifestar-se, livremente.

Muito menos ofende Barbosa, mas o critica, acintosamente. Ninguém está acima da verdade.

A imprensa corporativa sair em defesa, ufanista, do presidente do Supremo, denota, inequivocamente, a aliança política que cumprem, sem nenhum segredo editorial.

O PSDB, sempre após aos movimentos da mídia, fazer da defesa midiática um ato político, apenas fecha o círculo político vigente, respeitando, conforme a sequência, a importância dos consortes na tríade montada.

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A Folha de São Paulo noticiou sobre este assunto em sua página na internet:

“O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), deve ingressar nesta terça-feira (4) na Corregedoria com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), pelas provocações do petista ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, durante a sessão de ontem de reabertura dos trabalhos do Congresso.

Um dos principais críticos do julgamento do mensalão, Vargas repetiu por diversas vezes, no plenário da Câmara, o gesto de erguer o punho cerrado, que foi adotado pelo ex-presidente do PT José Genoino e o ex-ministro José Dirceu no momento de suas prisões. O petista estava sentado ao lado de Barbosa na mesa da cerimônia…”

Para Imbassahy “foi um gesto provocativo jamais visto. Ele não estava ali apenas como deputado, mas estava como vice-presidente da Câmara, representando a instituição. Além do gesto [punho cerrado erguido], que fica no simbolismo, teve essa troca de mensagem insinuando a cotovelada. Inaceitável essa postura depõe contra o Congresso“.

Sinto contradizer o nobre deputado tucano e seus liderados, mas o que depõe contra o Congresso é não estar, historicamente e em sua maioria hoje, a serviço do povo brasileiro. Grupo que o deputado baiano parece pertencer. Bajular aliados e convidá-los a ingressar no próprio partido, também não é estar cumprindo com o seu papel. É, pelo contrário, esforçar-se para desestabilizar as instituições brasileiras e lançar o Judiciário numa arena eleitoral para tirar vantagens na disputa política.

Vargas pode e deve ser criticado e chamado as falas por seu ato, mas jamais censurado.

Barbosa, imprensa e tucanos não são donos da verdade e nem tampouco parecem possuir requisitos mínimos para se apresentarem como seus guardiões, ou a manterem a salvo de hipocrisias e conchavos rasteiros de compadres.

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Palavras Diversas

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