segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vox Populi confirma declínio eleitoral da oposição.


Acabou de sair a pesquisa Vox Populi, em parceria com a revista Carta Capital.
As principais diferenças entre a pesquisa Vox Populi e Datafolha, divulgadas ambas neste final de semana, é que o primeiro tem uma quantidade maior de eleitores indecisos ou que votarão nulo. Com isso, os percentuais de todos os candidatos caíram.
Entretanto, a vantagem de Dilma sobre seus adversários é ainda maior no Vox Populi. Pelos números, ela vence com muita folga no primeiro turno.
Mais importante, o Vox Populi confirma o impressionante declínio da oposição. Tanto Aécio como Campos caíram. A queda de Eduardo Campos carrega até um certo mistério, afinal todos previam que ele cresceria bastante após a entrada de Marina Silva em seu partido. Não é o que está acontecendo. Ele está minguando.
Os eleitores, pelo jeito, não viram com bons olhos a manobra, talvez interpretada como “esperta” demais.
Reproduzo abaixo três notas publicadas há pouco na Carta Capital, que analisam os números do Vox Populi.
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Dilma é favorita para se reeleger no 1º turno.
A presidenta tem quase o dobro das intenções de votos de seus principais adversários na disputa.
A oito meses das eleições, a presidenta Dilma Rousseff mantém uma boa vantagem sobre os adversários e venceria no primeiro turno se os brasileiros fossem hoje às urnas. Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 13 e 15 de fevereiro mostra que o índice de intenção de votos da petista é de 41%, quase o dobro da soma do desempenho dos candidatos do PSDB, Aécio Neves (17%) e do PSB, Eduardo Campos (6%). Juntos, os demais proáveis candidatos – Pastor Everaldo (PSC), Randolfe Rodrigues (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não somam mais de 1% das intenções de votos.
Cerca de 20% dos eleitores não responderam ou ainda não sabem em quem votar. Outros 15% optariam pelo voto branco ou nulo. O instituto ouviu 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do País. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em relação à ultima pesquisa, Dilma oscilou dois pontos para baixo. Aécio e Campos tinham 20% e 10% das intenções de voto, respectivamente. O número de eleitores indecisos era mais baixo: 9%.
No Nordeste, o número de eleitores declarados da presidenta chega a 59%, o maior entre as regiões. É lá também que Campos atinge seu maior patamar (11%). Na região, Aécio é citado por apenas 9% dos eleitores, seu pior desempenho. No Sudeste, o senador mineiro seria a escolha de 22%, contra 32% de Dilma Rousseff, o mais baixo entre as regiões.
Dilma se sai melhor entre eleitores de municípios pequenos (49%), idosos (47%), com baixa escolaridade (47%) e com renda de até dois salários mínimos (50%).
Na pesquisa espontânea, quando a lista dos candidatos não é apresentada ao entrevistado, a presidenta é citada por 19%. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em segundo lugar, com 7%, seguido por Aécio Neves (4%), Marina Silva (1%), Eduardo Campos (1%) e José Serra (1%). Nesse critério, 51% dizem não saber em quem votar ou não responderam.
Uma medida de como a eleição ainda não animou os brasileiros: 91% ainda não escolheram candidato a governador, 95% a senador, 95% a deputado federal ou estadual.
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Avaliação de Dilma cai 20 pontos desde junho.
No inicio dos protestos, o desempenho da presidenta era aprovado por 52% dos eleitores; hoje o índice é de 34%.
A aprovação do desempenho da presidenta Dilma Rousseff caiu quase 20 pontos percentuais desde os protestos de junho, revela pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre 13 e 15 de fevereiro.
Na primeira semana das manifestações, o instituto mostrou que a presidenta era bem avaliada por 52% dos eleitores. Este índice caiu para 34% oito meses depois. O número leva em conta a soma dos entrevistados que avaliam o desempenho da presidenta como “ótimo” (4%) ou “bom” (30%).
Outros 22% dos eleitores disseram considerar o desempenho negativo (“ruim” para 12% e “péssimo” para 10%). O índice em junho de 2013 era de apenas 11% – ou seja, metade.
Para 44%, o governo é avaliado como “regular”.
A região onde a avaliação da presidenta tem o melhor índice é o nordeste (42%). A pior é no sudeste, onde 28% dos eleitores consideram o governo ruim ou péssimo.
Dilma tem avaliação melhor entre eleitores de cidades pequenas (41% consideram o governo bom ou ótimo), com baixa escolaridade (39% entre quem estudou até o ensino fundamental) e baixa renda (40% entre quem ganha até dois salários mínimos).
Para esta pesquisa, o instituto ouviu 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Dilma perde votos entre eleitores ricos e escolarizados
Favorita para a reeleição, a presidenta tem desempenho pior à medida que crescem os níveis de renda e escolaridade.
Favorita para se reeleger no primeiro turno, a presidenta Dilma Rousseff perde votos à medida que aumenta a renda familiar e a escolaridade dos eleitores entrevistados na pesquisa Vox Populi / CartaCapital. Realizada entre 13 e 15 de fevereiro, a pesquisa do instituto mostra que a petista é a candidata favorita de 41% dos eleitores.
Entre quem ganha até dois salários mínimos, o índice de intenção de votos chega a 50%. Cai para 36% entre quem ganha de dois até cinco salários e para 31% entre os que ganham mais de cinco salários. Neste último grupo, o candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) registram o seu melhor desempenho, ainda assim abaixo da petista (21% e 7%, respectivamente).
Entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental, Dilma é a favorita de 47% dos eleitores. O índice cai para 37% entre os que estudaram até o ensino médio e para 28% entre os que têm ensino superior. Neste grupo, Aécio soma 23%. Como a margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos ficam próximos de um empate entre os eleitores mais escolarizados.
O instituto ouviu 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Barbosa, o último trunfo da direita.
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A direita ainda tem uma última carta na manga para forçar um segundo turno. É Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), embora ele tenha negado, até agora, ser candidato.
Quer dizer, negar não é o termo exato. Melhor dizer que Barbosa negaceia. E ninguém acredita muito. As especulações sobre uma possível candidatura de Barbosa continuam bastante altas.
O Datafolha divulgado neste domingo botará ainda mais fogo nessas apostas.
Fernando Rodrigues, principal analista eleitoral da Folha, deixa claro já no título de seu artigo, publicado há pouco no site do jornal, qual será o viés das pressões a partir de agora.
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Rodrigues explica, com base nos números do Datafolha, a presença de Barbosa no certame, juntamente com Marina Silva, seria o único cenário em que haveria chances de um segundo turno eleitoral. Dilma teria 40% das intenções de voto e seus adversários somados, 43%.  Ainda sim, a possibilidade de um segundo turno estaria no “limite estatístico”, lembra o jornalista.
Ele observa, porém, que se trata do cenário mais improvável, porque Marina só constaria como opção se Eduardo Campos renunciasse à sua candidatura, e Barbosa ainda tem de encontrar um partido.
Rodrigues não aventou a hipótese de Barbosa ingressar no PSDB e se tornar o candidato tucano à presidência da República. Seria uma manobra complicada de fazer, mas como diria Marcelo Freixo, “nada deve parecer impossível de mudar”.

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