quinta-feira, 20 de março de 2014

SESSÃO PLENÁRIA DO SENADO FEDERAL -AÉCIO COMPARA PETROBRAS À OGX; GLEISI REBATE.




Presidente do PSDB vai à tribuna do Senado pedir investigações sobre a "mais ruinosa negociação que levou a Petrobras a ter um prejuízo de US$ 1 bilhão"; Aécio Neves criticou resposta divulgada pela presidente Dilma Rousseff sobre a compra da refinaria do Texas e afirmou que "é hora de termos uma postura diferença da que o governo vem tendo, sempre de terceirizar a responsabilidade"; governo justificou que relatório que baseou decisão de compra era "falho"; "Essa resposta não é suficiente, não permite que os brasileiros possam conhecer as profundas motivações de uma negociata como essa", continuou Aécio; em aparte, Gleisi Hoffmann chamou discurso do tucano de "oportunista" e "dramático"

19 DE MARÇO DE 2014 

247 – O senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, foi à tribuna na tarde desta quarta-feira 19 para pedir mais explicações e criticar o posicionamento da presidente Dilma Rousseff a respeito da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras em 2006. Para o tucano, a resposta do governo publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo "é insuficiente" e não deixa claro a todos os brasileiros quais as motivações da negociação que levou a estatal a ter um prejuízo de US$ 1 bilhão. Ele também pediu investigações do caso no Senado.

O presidenciável do PSDB relembrou o episódio, questionando a compra da refinaria do Texas, que, segundo denúncias, custou dez vezes maior do que o valor de mercado. "Quais foram as motivações da compra de Pasadena por US$ 360 milhões, que um ano antes valia US$ 42,5 milhões?", perguntou. Aécio ironizou o fato de Dilma, com sua "experiência" de ministra de Minas e Energia, ter sido enganada por um relatório "falho" e com "informações incompletas", conforme esclareceu em nota.

Como presidente, na época, do Conselho de Administração da estatal, Dilma deu parecer favorável à polêmica aquisição de 50% da refinaria, negócio que hoje é alvo hoje de investigações da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público e do Congresso por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas. Segundo a presidente, ela só foi favorável porque recebeu "informações incompletas" de um parecer. O material também não apresentava a cláusula do contrato que obrigaria a Petrobras a ficar com 100% da refinaria.

Segundo Aécio, "é hora de termos uma postura diferente do que a que o governo do PT vem tendo, que é sempre a de terceirizar a responsabilidade. Quantas vezes ouvimos que a responsabilidade era do presidente da empresa (na época, José Sérgio Gabrielli). Não há mais condições de aceitarmos a terceirização de responsabilidades. A direção da Petrobras deve explicações ao Brasil. Não há justificativa [para essa negociação] que não seja a gestão temerária", afirmou Aécio.

O senador também apontou que "desde que Dilma assumiu, a perda de valores da Eletrobras e da Petrobras somam mais de US$ 1 bilhão. Essa é a gestão eficiente", disse ele. O tucano acrescentou que "esse prejuízo será insuperável" e que por isso vem "cobrar do governo explicações, e que cada um que participou desse processo assuma as responsabilidades".

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