domingo, 2 de março de 2014

Supremo Tribunal da Fama [STF].

Ministro Luiz Fux destila ódio político e atua seu personagem, conforme script pré-moldado. Fala pelos cotovelos e esquece os autos, uma espécie de Nelson Rubens do show da justiça, o que se transformou STF
Ministro Luiz Fux destila ódio político contra adversários. Fala pelos cotovelos e esquece os autos, uma espécie de Nelson Rubens do show da justiça, no que se transformou STF.


O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, foi preciso em uma afirmativa sobre o momento em que passa o STF: radical espetacularização da mais alta corte do país!

Alguns ministros monopolizam a fala do judiciário e vivem cercados de microfones e holofotes.

Não saem da programação televisiva e são queridinhos de articulistas famosos da imprensa.

Alguns falam pelos cotovelos e politizam, além da conta, as ações da instituição máxima da justiça.

Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux e Joaquim Barbosa protagonizam o show midiático da justiça brasileira, deitam e rolam sobre o espaço generoso que a mídia conservadora e seus braços políticos lhes concedem, a falação é sobre tudo e sobre todos.

Seus deslizes são desprezados e suas condutas são generalizadas como exemplares.

Kakay foi ainda melhor ao fazer as seguintes afirmações, em uma recente entrevista ao 
Ig : 

Novela mensalão: “Nenhum país do mundo faz o televisionamento de um processo criminal até porque, no meu ponto de vista isto é uma pena assessória durante o julgamento. Com, esta exposição que houve o julgamento foi tratado como sendo um espetáculo, uma novela”.

Barbosa desequilibrado: “É muito ruim imaginar o presidente de qualquer tribunal isolado… Eu acho que os excessos foram muitos. Contra a imprensa como um todo, contra juízes de classes, contra advogados, contra colegas de tribunal… A sociedade já vê quem é o ministro Joaquim… O cidadão que vê aquele julgamento, que vê o completo descontrole em uma determinada discussão, fala: meu Deus, esse é o Supremo Tribunal Federal? São esses os homens que julgam as causas mais importantes do país?”
Politização do mensalão: “Houve um excesso de exposição que levou inevitavelmente à politização”.

Alguns ministros do STF parecem atuar em um reality show, onde vestem a máscara de seus personagens e seguem, à risca, seus scripts montados.

A busca descontrolada pela exposição midiática e a transformação de julgamentos em atrativos da grade televisiva dão o tom da gestão de Barbosa, falta apenas abrir um espaço publicitário que aí o judiciário se transformaria, definitivamente, em um espetáculo e passaria a ser custeado por patrocinadores privados e não mais pela sociedade, que tanto necessita de uma justiça equilibrada e zelosa com os direitos de todos.

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Nem Barbosa é Apolo, nem seus votos são sagrados.



Imprensa construiu a imagem de juiz justiceiro, implacável com malfeitos, uma quase iconografia divina, uma luz da verdade sobre os mortais



Imprensa construiu a imagem de juiz justiceiro, implacável com malfeitos sob sua capa negra, uma iconografia quase divina, a mitificação do homem que traria a luz da verdade sobre todos os mortais [eleitores]. Imagens se desfazem por atos associados aquilo que pensou-se combater…

Joaquim Barbosa em seu reinado supremo-midiático, coloca-se acima de tudo e de todos para fazer valer suas vontades/verdades sobre os demais ministros, isto está mais do que claro. Do alto de sua tamanha sabedoria, ajuizada por si mesmo, considera seus pares inferiores e despidos de sua vestimenta, a prova de fraquezas de caráter e de chicanas jurídicas.

O presidente do STF arroga para si a imagem do deus Apolo, descrito na mitologia grega como quem ameaçava ou protegia a todos, desde o alto dos céus [a mais alta corte], que se auto definia como o próprio sol ou a luz da verdade.

Apolo conscientizava os homens de seus pecados mortais e fazia uso de todos os seus poderes para purificá-los.

Um deus que presidia as leis da religião e as constituições das cidades, um símbolo máximo de inspiração artística e das profecias.

Temido pelos demais deuses [os outros ministros].

Barbosa age para mitificar-se tal qual esta divindade, suas ações estapafúrdias e sua arrogância no desempenho de suas limitadas funções, o denunciam como portador de uma vaidade muito superior às suas reais qualidades.

O “supremo presidente”, não se assemelha, de forma alguma, ao filho de Zeus, em nada pela analogia dos poderes de Apolo e, muito menos, pela sabedoria que imagina possuir. Pelo contrário, pois, atabalhoadamente, provoca no ambiente em que deveria liderar, acima das paixões e partidarismos explícitos, reações adversas aquilo que Apolo guardava, especialmente: a harmonia, o equilíbrio e a razão.

O resultado final dos embargos infringentes, contenda em que foi derrotado em suas aspirações, políticas e jurídicas, fez mostrar-se imodesto e grosseiro com a decisão da maioria. Submergiu às profundezas de suas fraquezas de caráter ao desqualificar os pares da côrte que preside, por não terem endossado seu “superior juízo” sobre o tema. Não preza a diversidade de pontos de vista, não é amigo da liberdade de expressão.

À opinião pública Barbosa é pintado em um afresco repleto de divinas simbologias, que o erigem um quase-deus mitológico, nascido e desenvolvido em fontes midiáticas conservadoras, que age, pretensiosamente, em nome do bem de uma maioria mal informada sobre os fatos que finge dominar.

Barbosa é uma fraude, politicamente falando.

Nada possui de divino, sem os efeitos especiais lançados pela imprensa e bajuladores sobre a sua figura, seus descalabros o retratam como é: um homem amargurado, vingativo, manipulador, prepotente e desrespeitoso para com seus colegas de toga e outros discordantes.

A democracia exige respeito às instituições e sobre as decisões referendadas por seus legítimos integrantes, de todos os cidadãos, dos mais simples aos mais graduados.

Da mesma forma que os condenados cumprem suas penas, mesmo discordando da aplicação das punições impostas, o presidente do STF deve respeito ao resultado arbitrado, comportamento sagrado para uma autoridade, ainda mais para uma que dirige o mais alto extrato do judiciário.

Caso contrário, o perjuro às normas traz consigo o risco de descambar-se para o rompimento do Estado Democrático de Direito.

Será esse o mote do Joaquim?

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