| Nesta segunda-feira(14), ao discursar para uma plateia de empresários, o pré-candidato tucano ao governo de Minas demonstrou despreparo, má-fé e pouca afeição pelo diálogo. Entre as declarações infelizes do nosso adversário, destacamos: “Espero que a presidente não permita que o governo seja usado para privilegiar amigos e perseguir adversários.” Levantamento publicado por jornal de grande circulação em Minas Gerais mostrou, no último dia 17 de março, que, das 304 cidades atendidas por um programa rodoviário do governo estadual, 67% são comandadas por prefeitos da base aliada do PSDB. O viés eleitoral na contratação dos projetos é tão explícito que uma carta-convite aos parlamentares para uma cerimônia de governo relacionava as cidades contempladas pelo programa e informava, literalmente, que aqueles eram os “municípios beneficiados de sua base política”. Já o governo Dilma, mantendo o espírito republicano que deve marca as relações entre entes federados, atendeu, por exemplo, 100% das cidades que demandaram profissionais da saúde no programa Mais Médicos. Em Minas, houve a solicitação de 1.382 médicos em 548 cidades. Todas, sem exceção, serão atendidas até o final de abril, independente da opção partidária do prefeito. A doação de máquinas do PAC 2 a todos os 134 municípios da região Norte do estado de Minas é outro exemplo que diferencia a atuação do PT do PSDB no trato com os prefeitos atendidos pelos programas de governo. “Não haverá parceria com o governo federal (se o PT for reeleito), pois o governo virou as costas para Minas.” Preocupante tal declaração vinda de quem pretende disputar o governo do estado. Dizer que não haverá parceria com o governo federal, caso a presidência seja ocupada por um partido que não seja seu aliado, revela pouca afeição ao diálogo republicano e inabilidade política. Grande parte dos programas sociais, projetos de infraestrutura e ações nas áreas da saúde e educação em Minas são de responsabilidade do governo federal. Apenas em obras de mobilidade urbana do PAC, são R$ 5,41 bilhões em investimentos em 19 empreendimentos. Outros R$ 150 milhões estão sendo investidos na construção de 99 Unidades de Pronto Atendimento, sendo 23 já entregues, o que elevou o número de UPAS no estado para 31 unidades. “Essas práticas repugnantes não podem continuar no Brasil”, se referindo à investigação da Polícia Federal que o indiciou por lavagem de dinheiro. Classificar como “prática repugnante” a livre atuação da PF que, de forma competente e isenta, investigou e indiciou políticos de vários partidos, revela uma tendência do candidato tucano a querer controlar e direcionar as ações dos órgãos ligados ao governo. Trata-se, além de tudo, de manobra diversionista para evitar o esclarecimento do caso em apuração. Houve ou não houve pagamento? Houve ou não uma retificação de Imposto de Renda feita após a descoberta do caso por uma CPI? Com qual objetivo? Havia ou não uma relação de proximidade entre os personagens que remonta à época do Ministério das Comunicações? O candidato desempenhou ou não papel importante nas eleições de 2002? Uma investigação não pode ser boa ou ruim a depender de quem é o investigado. “Não foi só desinteresse do governo federal (obras do metrô), mas uma ação deliberada para criar dificuldades para o Estado” Aqui, sejamos sucintos e didáticos. O governo federal já disponibilizou R$ 3,16 bilhões em recursos para a modernização e ampliação do metrô em Belo Horizonte. Tais recursos são provenientes do PAC Transportes, sendo R$ 1 bilhão vindo do governo federal, mais R$ 1,1 bilhão da iniciativa privada e o restante vindos de financiamentos. As obras não começaram porque o governo do estado, por meio da Metrominas, ainda não apresentou o projeto executivo. Odair Cunha. Presidente Estadual do PT de Minas Gerais. |
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sexta-feira, 18 de abril de 2014
Candidato tucano revela despreparo e aversão ao diálogo.
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