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A defesa de José Dirceu encaminhou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal nova petição solicitando a pronta análise do pedido de trabalho externo para o ex-ministro. Junto com a petição, foram encaminhados documentos que reforçam ainda mais a urgente necessidade dessa análise.
A petição diz que Dirceu é o único dos condenados da AP 470 que não teve seu pedido de trabalho externo analisado, embora possua todos os pareceres favoráveis à concessão desse direito. O documento lembra que a análise foi suspensa após nota na imprensa dizendo que o ex-ministro teria falado ao celular dentro da cadeia – conversa esta que já se provou inexistente. A investigação foi encerrada sem o Ministério Público do Distrito Federal lhe fazer nenhuma pergunta. Apenas em 27 de março e depois de se declarar “suspeito por motivo de foro íntimo relativamente às execuções penais envolvendo os sentenciados da AP 470″, o juiz Bruno Rodrigues, da Vara de Execuções Penais de Brasília, determinou o envio de um pedido quebra de sigilo telefônico feito pelo MP-DF. Universo indefinido Na solicitação, o MP pede a quebra de sigilo telefônico de todas as ligações feitas e recebidas em um período de 16 dias provenientes de estações de rádio base instaladas na região – isso mesmo sabendo que o jornal relatou que a conversa aconteceu no dia 6 de janeiro. E o MP também não pede a quebra do sigilo de quem teria sido o interlocutor de Dirceu, o secretário James Correia, da Bahia. “Optou o MP-DF por fazer um pedido genérico, alcançando um universo indefinido de usuários de telefonia”, dizem os advogados. Junto com a petição, os advogados também enviaram ao Supremo extratos telefônicos de James Correia, fornecidos por ele, revelando a ausência de ligações que indiquem o suposto contato feito com Dirceu. Área da quebra de sigilo “Porém o mais grave é que um dos pontos físicos estabelecidos no pedido de quebra de sigilo, o que indicam as coordenadas fornecidas pelo MP-DF, corresponde ao Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro”, diz a petição. Os advogados também entregaram ao STF informações que mostram essa abrangência do pedido do MP, segundo as coordenadas fornecidas pela instituição. “O absurdo da pretendida quebra de sigilo telefônico revela o quão indiscriminada, genérica e abusiva é a medida pleiteada pelo MP-DF, sem considerar, ainda, a sua absoluta falta de justa causa, uma vez que possui como base fática somente uma nota de jornal que já foi cabalmente investigada em procedimento que contou com a participação do Poder Judiciário e Ministério Público”, acrescenta a petição. http://www.zedirceu.com.br/ |
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
MP inclui Palácio do Planalto em pedido de quebra de sigilo telefônico.
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