quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pimentel propõe choque de gente em Minas.

Pimentel propõe choque de gente em Minas

Em visita a Ubá, cidade da Zona da Mata, coordenador da Caravana enfatizou que não se governa encastelado na capital.

Ubá, 16 de abril - O coordenador da Caravana da Participação – A gente quer saber o que é melhor pra você, Fernando Pimentel, defendeu nesta quarta-feira (16.04), um "choque de gente" em Minas Gerais.

"Em vez de choque de gestão, que o governo do Estado propagandeia, enquanto a realidade mostra o contrário, Minas precisa de um choque de gente", propôs o petista durante entrevista na manhã de hoje, em Ubá, na Zona da Mata.

Segundo Pimentel, “é preciso ouvir as lideranças políticas, sociais e empresariais, ouvir o povo humilde de Minas”. “Não se governa encastelado na capital, se julgando melhor do que os outros", explicou.

Pimentel deu como exemplo de gestão mal-sucedida a revogação da Lei 100 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Fazem a propaganda de um modelo eficiente e, ao final, esse modelo se revela, além de ineficiente, irresponsável. Hoje, há 70 mil famílias mineiras apreensivas, sem saber que futuro esperar", afirmou.

No final de março, o STF determinou a demissão dos servidores, a maioria da Educação, contratados sem concurso público em 2007, no governo Aécio Neves. Foi mantido o vínculo apenas dos que já se aposentaram ou que já adquiriram o direito à aposentadoria.

"Todo mundo sabia que aquilo era inconstitucional, já havia questionamentos às contratações sem concurso e, mesmo assim, o governo do Estado não se preocupou em regularizar a situação", criticou.

De acordo com ex-ministro, outros 22 mil servidores contratados sem concurso pela Assembleia Legislativa e pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais podem ser demitidos por decisão judicial. Ação Direta de Inconstitucionalidade questiona no STF a contratação desses servidores nos mesmo moldes da Lei 100.

Pimentel também citou a "dura" realidade fiscal do Estado para dar exemplo do insucesso do modelo de administração de Minas Gerais nos últimos 12 anos. "Nesse período, a dívida pública de Minas aumentou, não há equilíbrio fiscal", disse.

Pimentel conversou com os jornalistas antes de se reunir com 27 prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de Ubá e municípios vizinhos.

Os prefeitos queixaram-se das despesas que têm tido com a manutenção das polícias em suas cidades. Embora a Segurança Pública seja uma responsabilidade estadual, os prefeitos reclamam de ter de custear despesas como a compra de combustível para assegurar o trânsito das viaturas policiais, manutenção de veículos e alimentação dos servidores.

Os líderes municipais também cobraram verbas estaduais para investimento no setor de saúde e o cumprimento das promessas do programa Caminhos de Minas. Após mais de três anos do lançamento do programa, somente 41 quilômetros dos 8,2 mil quilômetros de asfalto prometidos foram entregues.

Nenhum comentário: