sábado, 26 de julho de 2014

Fernando Pimentel quer reforçar ensino técnico no estado.

Fernando Pimentel quer reforçar ensino técnico no estado


Programa do atual governo minero nesta área, PEP apresenta falhas e gera insatisfação em escolas e alunos.

Belo Horizonte (25 de julho) – Atrasos e falhas no Programa de Educação Profissional (PEP), do governo estadual, preocupam diretores de escolas particulares e filantrópicas e alunos do ensino técnico em todo o estado. De um total de R$ 105 milhões que deveriam ser destinados a esta políticapública no orçamento de 2014, apenas R$ 22,3 milhões, ou 21%, foram executados no primeiro semestre do ano.

Pelo programa, o estado deveria repassar recursos a escolas privadas e filantrópicas para receberem alunos que não têm condições de pagar pelo curso profissionalizante – o que não vem ocorrendo. O ensino técnico é uma das prioridades do candidato a governador pela coligação Minas Pra Você, Fernando Pimentel (PT).

“O esforço que o governo federal está fazendo no setor de educação técnica e profissionalizante, que hoje é uma das maiores demandas da economia e dos jovens, está sendo subutilizado em Minas Gerais. Nós vamos corrigir isto”, assegura Pimentel.

“O PEP, em sua concepção, é interessante e vem atender uma necessidade da juventude hoje, mas a forma como estado optou em fazer é lamentável. O governo enganou as instituições, enganou os professores, criou uma demanda, gerou gastos e não vem pagando regularmente”, lamenta o deputado estadual Ulysses Gomes (PT).


Segundo o parlamentar, há “casos graves de escolas que estão há oito meses sem receber os recursos do estado”. O diretor da Escola Técnica de Formação Gerencial de Teófilo Otoni, Luís Alberto Bassoli, conta que diversas escolas ficaram meses sem receber repasses do programa no ano passado. A própria escola de Bassoli ficou seis meses sem receber os recursos.

Conforme Bassoli, a “principal reclamação é o desrespeito do governo do estado com os diretores, professores e alunos”. Em julho do ano passado, com uma dívida a receber do governo do estado que chegou a R$ 100 mil, o Centro de Formação Profissional de Nível Médio (Cefan), de Passos, no Sul de Minas, chegou a suspender as aulas de mais de 50 alunos do curso técnico de enfermagem.

“Imagine: você é proprietário de uma instituição, acredita no programa, adere, contrata professores, compra mobiliário, aluga uma sala e o governo não paga. E os professores cobram de quem? Do proprietário. Os professores não têm contrato com o governo do estado, têm contrato com as instituições. Ou seja, o governo está fazendo graça com o chapéu alheio”, diz Ulysses Gomes.

Em Minas Gerais, o Governo Federal é responsável pelo maior programa de ensino técnico do estado, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec). Com mais de 20 mil vagas disponíveis em 2014, Minas lidera o ranking dos estados beneficiados pelo programa que, desde 2005, qualificou para o mercado de trabalho 1,2 milhão de jovens em todo país.

***
***
***

Pimentel defende política de igualdade racial em Minas.

Em 10 anos, número de homicídios de jovens negros no estado aumentou 64,8%, segundo dados do Mapa da Violência. Candidato propõe ação integrada do governo para combater violência e pobreza

Belo Horizonte (24 de julho) – O candidato ao governo de Minas Gerais pela coligação Minas pra Você, Fernando Pimentel (PT), vai ampliar as políticas de inclusão e proteção social para reduzir a situação de vulnerabilidade e risco que atinge, principalmente, a juventude negra no estado, que vem sofrendo com índices cada vez mais alarmantes de violência.

Em 10 anos, o número de homicídios de jovens negros em Minas Gerais aumentou 64,8%, de 2002 a 2012, segundo dados recentes divulgados pelo Mapa da Violência, baseados em números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, São Paulo reduziu este tipo de crime em 62,5% e o Rio de Janeiro em 45,5%.

O Espírito Santo, segundo estado mais violento do país, atrás apenas do Alagoas, registrou alta de 18,4% de homicídios de jovens negros no período. Contudo, entre a juventude negra mineira, ela chega a 50,6 por 100 mil. O número de referência adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 10 por 100 mil.

“Minas precisa de um governador com maior sensibilidade social, com um olhar especial para os jovens negros e as jovens negras mineiras. Precisamos de uma política de igualdade racial. Não teremos superado totalmente o racismo e reparado nossa dívida histórica com a população negra enquanto os índices de homicídio forem tão alarmantes quanto esses”, defendeu Pimentel.

O candidato da Coligação Minas Pra Você destacou, ainda, a necessidade de dar aos jovens negros do estado oportunidades iguais de crescimento na vida. “A ascensão social e econômica é também um dos elementos para a superação do racismo, pela conquista de novos espaços sociais, de consumo e cidadania. Por isso, vamos investir em mais em educação, em ensino técnico, em espaços culturais e de convivência, em esportes”, disse.

Segundo Pimentel, Minas Gerais precisa ter uma posição mais firme em defesa da sua juventude em situação de risco e “o atual índice de homicídios de jovens negros no estado é inadmissível”.

O candidato destacou ainda que seu programa de governo vai fortalecer a promoção dos direitos humanos, da igualdade racial e da redução da pobreza e violência, com esforços integrados entre diversas secretarias e órgãos estaduais e abertura de canais diretos de comunicação com a sociedade.

Integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (CNPIR), o mineiro Clédisson Júnior defende que é preciso investir em políticas públicas que promovam a autonomia econômica da juventude.

“É preciso entender o papel que a população negra tem na construção do nosso estado. Minas Gerais é um dos estados com maior presença negra no Brasil, em números absolutos. Então é fundamental que a população negra esteja no centro da formulação das políticas públicas do estado, e hoje ela não está”, afirma.

Para Clédisson, é necessário que o poder público abra e fortaleça espaços de democracia participativa. “É fundamental que o governo do estado construa instrumentos de diálogo com a população e crie conselhos de promoção da igualdade racial, seja nas cidades maiores, seja nas cidades pequenas, e construir uma dinâmica de fortalecimento dos conselhos já existentes”, sustenta.

***
***
***

Aécio e sua “bolsa família”: Parasitismo estatal para si, liberalismo para os outros Aécio: parasitismo estatal para si e… liberalismo para os outros.

Em várias declarações já ouvimos Aécio dizer que os petistas não podem perder a presidência da República, dentre outros motivos, para não ver cair seu padrão de vida. Provocação barata que ocupa o espaço dos debates estruturais que deveriam presidir uma disputa eleitoral da magnitude desta que temos à frente.

Mas, entremos no clima por ele proposto.

Aécio, de fato, não precisa se preocupar com seu padrão de vida. Ganhando ou perdendo eleições. Aliás, nunca se preocupou. Descendente das oligarquias conservadoras mineiras, que foram geradas nas entranhas do Estado, desde o império, ele não tem a menor ideia do que seja empreender na iniciativa privada. Do que seja arriscar em negócios e disputas de mercado. Do que seja encarar uma falência, uma cobrança bancária, uma perda de patrimônio.

Pasmem: é esse o candidato que faz apologia do livre mercado, da iniciativa individual como base para a ascensão social e da ideia do “cada um por si” como critério de sobrevivência na selva do capitalismo contemporâneo.

Até sua carreira eleitoral tem como fato gerador a agonia terminal do avô, cuja morte “coincidiu” com o dia de Tiradentes . Seu primeiro cargo eletivo é tributário disso: em 1986 ele obteve mais de 200 mil votos para deputado federal sem lastro político próprio. Quatro anos mais tarde, distante do “fato gerador”, ele se reelegeu com magros 42.412 votos.

No quadro a seguir temos um diminuto resumo da versão de sua “bolsa família”.



Reitera-se: trata-se de um “diminuto resumo”. A história de seus avós paternos e maternos é a reprodução integral de como foram formadas as elites mineiras: indispensável vínculo estatal (cargos de confiança no Executivo, cartório e muita influência no Judiciário), formação de patrimônio fundiário à base da incorporação de terras devolutas e estreitas ligações com carreiras parlamentares.

O pai, Aécio Cunha, por exemplo, morava no Rio de Janeiro quando, em 1952 retorna a Belo Horizonte e, com 27 anos de idade, em 1954, “elegeu-se deputado estadual, pela região do Mucuri e do Médio Jequitinhonha, ainda que pouco conhecesse a região (…)” conforme descrição no Wikipédia. Seus oito mandatos parlamentares nasceram de sua ascendência oligarca. Do avô materno, Tancredo, dispensa-se maiores apresentações. Atípico sobrevivente de várias crises institucionais que levaram presidentes à morte, à deposição e ao exílio, Tancredo Neves sempre esteve na “crista da onda”. Nunca como empresário. Quase sempre como interlocutor confiável dos que quebravam a normalidade democrática.

Aécio Neves, por sua vez, era um bon vivant quando passa a secretariar o avô, governador de Minas Gerais, a partir de 1983. Nunca foi empresário, nunca prestou concurso público, nunca chefiou nenhum empreendimento privado. Sua famosa rádio “Arco Íris” foi um presente de José Sarney e Antônio Carlos Magalhães. Boa parte de seu patrimônio é herança familiar construída pelo que se relatou anteriormente. O caso do aeroporto do município mineiro de Cláudio é apenas mais uma ponta do iceberg.

Enfim, ele é isso: um produto estatal que prega liberalismo, competição, livre mercado… para os outros. Uma contradição em movimento. Herdeiro, portanto, de uma típica “bolsa família”; só que orientada para poucos.

Aliás, esse parasitismo estatal é característico da maior parte das elites brasileiras. Paradoxal é defenderem os valores neoliberais.

Fonte: Luis Carlos da Silva, especial para o Viomundo - Luis Carlos da Silva é sociólogo e assessor do bloco Minas Sem Censura

*

http://www.ptmg.org.br/

Nenhum comentário: