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O governo de Minas Gerais gastou quase R$ 14 milhões para construir um aeroporto dentro de uma fazenda de um parente do senador tucano Aécio Neves, no fim do seu segundo mandato como governador do Estado.
Jornal de Otavio Frias acusa o presidenciável tucano Aécio Neves de ter construído Aeroporto de quase R$ 14 Milhões com verba pública dentro de uma fazenda de seu tio, no fim do seu segundo mandato como Governador de Minas Gerais; construído no município de Cláudio, a 150 km de Belo Horizonte, o terminal ficou pronto em outubro de 2010 e administrado por Múcio Guimarães Tolentino, Segundo a publicação; Aécio nega irregularidades e diz Que obra atendeu a critérios técnico.
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Aécio constrói aeroporto em fazenda da família com dinheiro público, diz Folha. Obra feita durante mandato de tucano no governo de Minas custou R$ 13,9 milhões. Familiares do presidenciável são responsáveis por comandar o aeroporto. 20/07/2014 - 10h54 / Por Agência PT O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, construiu um aeroporto público dentro da fazenda de um parente, no município de Cláudio, interior de Minas Gerais. A denúncia, feita pelo jornal Folha de S. Paulo, aponta que o tucano gastou R$ 13,9 milhões na construção do terminal, que é administrado por familiares de Aécio. Apesar da construção do aeroporto ter sido feita com dinheiro público, o local está sempre fechado com cadeado e só é permitido usar a pista com autorização de um dos filhos do tio-avô de Aécio e dono da propriedade, Múcio Guimarães Tolentino. A situação da pista de pouso é conhecida na cidade e aceita, até mesmo, pela prefeitura. “O aeroporto é do Estado, mas fica no terreno dele. É Múcio quem tem a chave”, explica o chefe de gabinete do prefeito, José Vicente Barros. De acordo com a reportagem, a pista recebe ao menos um voo por semana. Aécio utiliza o terminal sempre que faz visitas à cidade. Ele também é dono de uma fazenda na região. Para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o aeroporto está irregular e ainda não foi homologado. Aécio alega que a documentação para o procedimento foi encaminhada à agência e que o governo de Minas aguarda a conclusão do processo. A informação do presidenciável é contraditória, já que a Anac informa não ter recebido os documentos necessários para homologação do aeroporto. Enquanto isso, o tio-avô do tucano contesta o valor da indenização recebida para desapropriação da área. Segundo a reportagem, o governo de Minas desapropriou a área antes mesmo da licitação do aeroporto, com depósito judicial de mais de R$ 1 milhão. Veja a matéria completa aqui Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações da Folha de S.Paulo Vargas https://www.pt.org.br/
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O aeroporto de Aécio e o comportamento da mídia.
Aécio ganhou manchete da Folha.
Algumas pessoas estão eufóricas com a informação, divulgada hoje pela Folha, de que na gestão de Aécio foi construído um aeroporto com dinheiro do contribuinte numa propriedade de um tio dele. 14 milhões de reais foram gastos na obra, segundo a Folha. A euforia que me chama a atenção não é a dos petistas. Esta é previsível, dadas as circunstâncias. É a de pessoas para as quais o furo da Folha é a prova definitiva de que a mídia não favorece o PSDB e nem, muito menos, se esmera nas denúncias contra o PT. Cada um fique com sua crença, mas quem acredita nisso – na demonstração de neutralidade apartidária por conta do aeroporto denunciado – acredita em tudo, conforme disse Wellington. Observe. Primeiro, entra aí uma espécie de cota da Folha de notícias negativas para o PSDB. Assim como tem uma cota de colunistas de pensamento independente – para cada Janio de Freitas há vários Magnollis – a Folha tem também uma para notícias. Faz parte do esforço em manter de pé o slogan com o qual ela conquistou, no passado, a liderança entre os jornais: aquele que afirma que a Folha não tem rabo preso com ninguém. Muito mais por razões de marketing do que propriamente por razões jornalísticas, a Folha é entre as publicações das grandes companhias jornalísticas a que mais parece se preocupar com a imagem de imparcialidade. É por isso que, de vez em quando, você vai ler lá coisas como o aeroporto de Minas. É uma característica da Folha, e só da Folha. Saia da árvores e analise a floresta. A grande diferença entre uma denúncia contra o PT e uma denúncia contra o PSDB está na repercussão dada pelas demais empresas de jornalismo. Num caso, quando a vítima das acusações é o PSDB, o assunto vai morrendo, à falta de interesse de jornais e revistas. No outro, quando contra o muro está o PT, são manchetes incessantes, e desdobramentos se multiplicam. Compare a cobertura dada, algum tempo atrás, à Petrobras, depois da compra de uma refinaria em Pasadena, com o noticiário relativo ao escândalo das propinas do metrô de São Paulo. O episódio que melhor mostra a distinção no tratamento de temas assemelhados diz respeito à compra de votos no Congresso para que fosse aprovada a emenda que permitia a reeleição de FHC. Como agora, a denúncia partiu da Folha. Como o Jornal Nacional, por exemplo, repercutiu a compra? Nos últimos anos, o JN se habituou a pegar denúncias anti-PT da Veja e, na edição de sábado, dá-las com extremo alarido. Eram amplificados assim, com o mesmo expediente, ataques ao governo petista. O espaço dado pelo JN às acusações levava depois, durante a semana, o resto da mídia – jornais, sobretudo – a se engajar na exploração dos “furos” da Veja. Este comportamento padrão, repetido metodicamente ao longo de tanto tempo, acabou minando a credibilidade da grande mídia perante a parcela mais esclarecida do público – e não apenas entre petistas. Alguns detalhes mudaram: a radicalização progressiva da Veja levou os editores do Jornal Nacional a tomarem mais cuidado com o noticiário da revista. Acabou a repetição mecânica. Mas o processo, em si, continua o mesmo. Notícia ruim contra o PT é, para a mídia, notícia boa. Notícia ruim contra o PSDB é, para a mídia, notícia ruim. O aeroporto de Aécio, por tudo isso, rapidamente vai sumir do noticiário da mídia nesta semana. Não porque o assunto não seja importante, mas pelas preferências ideológicas e partidárias das grandes empresas de jornalismo, para as quais notícia é algo definitivamente subjetivo. http://
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*** *** Denúncia da Folha contra Aécio prenuncia ofensiva do jornal contra Dilma.
Não se deixe iludir pela inédita denúncia da Folha contra Aécio Neves. Sempre que esse jornal publica alguma coisa contra um tucano graúdo – e, em 2014, o neto de Tancredo Neves é o tucano mais graúdo da praça –, o objetivo é ganhar credibilidade para, em seguida, atacar um petista. Principalmente se for ano eleitoral.
Há inúmeros episódios iguais, na Folha. De forma recorrente, toda vez que esse jornal divulga denúncias (invariavelmente fracas, apesar de existirem outras mais fortes) contra tucanos é para preparar ataque pesado contra petistas.
Para que se tenha uma ideia, após mais de um ano de artilharia incessante e diária contra Dilma finalmente aparece em um veículo de alcance nacional denúncia vistosa contra um político que, durante seus governos de Minas Gerais, sofreu toneladas de denúncias da oposição, as quais a mídia mineira e a nacional esconderam e escondem descaradamente.
Um grupo de deputados mineiros de oposição, aliás, criou o site “Minas Sem Censura” para repercutir tudo o que a mídia local esconde para defender o “coronel” Aécio Neves, eminência parda que governa o Estado com mão de ferro e criminaliza adversários políticos, chegando a mandar prendê-los simplesmente por lhe fazerem críticas, com o beneplácito do judiciário e da imprensa.
Nunca faltou denúncia contra Aécio Neves. O site supracitado publicou dezenas. Houve investigações no Ministério Público, na Justiça, mas nada nunca alcançou a grande mídia nacional, o que permitiu à mídia mineira esconder tudo.
Nesse contexto, a manchete de primeira página da última edição dominical da Folha de São Paulo contra Aécio Neves deve seguir o roteiro de outras oportunidades em que aquele jornal fez uma denúncia “fraca” contra um tucano para que denúncia “forte” contra petista ganhasse credibilidade.
O caso mais revoltante dessa estratégia da Folha ocorreu no fim de 2009, a cerca de um mês do ano eleitoral em que Dilma Rousseff, com o apoio de Lula, derrotou o tucano José Serra. Míseros 12 dias separaram notícia fraca contra Fernando Henrique Cardoso de um ataque virulento e imoral contra Lula.
Após 18 anos do nascimento de filho do ex-presidente tucano com uma jornalista da Globo um grande órgão de imprensa publicou história que todos os que se interessam por política sabiam havia muito, graças à imprensa “alternativa”. E, mesmo assim, porque FHC decidiu assumir publicamente o filho.
Em 15 de novembro de 2009, a Folha publicou a matéria “FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista”, assinada pela colunista Mônica Bergamo.
Apesar de não ser exatamente uma “denúncia”, a notícia (velha) tinha um quê de negatividade para o ex-presidente tucano. Afinal, ele cometerá traição à esposa, Ruth Cardoso, que falecera um ano antes. Mas graças às suas boas relações com a mídia o tucano conseguiu manter o caso escondido por quase duas décadas.
O que mais impressiona nesse episódio é que entre o dia em que foi feita a “denúncia” contra FHC e o dia em que a Folha publicou um ataque asqueroso contra Lula, passaram-se míseros 12 dias.
No dia 27 do mesmo mês de novembro de 2009, a Folha publicou “análise” de um sujeito chamado “César Benjamin” sob a rubrica “Especial para a Folha”. Não se tratava de análise alguma, mas de um ataque criminoso.
Chegava às telas de cinema o longa-metragem Lula, filho do Brasil, baseado em livro homônimo da jornalista Denise Paraná. O filme provocou a ira da mídia tucana, pois não combinava com seus ataques incessantes ao ex-presidente e revelava ao Brasil a história épica do líder metalúrgico que chegou à Presidência da República.
O texto de Benjamin foi escrito para rotular o filme como “mistificação”. Esse indivíduo esteve preso com Lula em 1971 e, no que a Folha chamou de “análise”, o autor acusou o então presidente da República de ter tentado estuprar um colega de cela.
Esse processo de fazer algum ataque episódico a tucanos para em seguida intensificar os ataques incessantes contra petistas é recorrente na Folha e vem de anos. Os casos supracitados são apenas os mais escandalosos na história recente, mas há muitos outros anteriores e posteriores.
Por outro lado, a denúncia é fraca. Aécio pode se defender de várias formas. A matéria acusa o governo do tucano de ter mandado construir um aeroporto na fazenda de um tio, mas o caso desencadeou uma disputa na Justiça entre esse parente do então governador de Minas Gerais e o governo do Estado. Não vai dar em nada, pois.
O que se deve ter em mente é que essa denúncia fraca e espalhafatosa prenuncia alguma armação da Folha contra Dilma nos próximos dias. Não deve passar do fim deste mês. Além disso, em um momento em que cresce a percepção de partidarismo antipetista da mídia do eixo São Paulo-Rio, essa “denúncia” pretende ser um tipo de “antídoto”.
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TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
GOVERNO DE MINAS FEZ AEROPORTO EM FAZENDA DE TIO DE AÉCIO QUE CUSTOU R$ 14 MILHÕES.
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