Pimenta da Veiga (PSDB) copia programa de governo de Fernando Pimentel, que defende a regionalização da Administração.
Belo Horizonte (18 de julho) – O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais, deputado federal Odair Cunha, questionou hoje as supostas intenções de descentralizar e desburocratizar o governo estadual, apresentadas pelo candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, em entrevista ao jornal O Tempo. “Quem burocratizou o estado nos últimos 12 anos, quem centralizou a gestão (governamental), quem não pensou Minas nas suas diversas realidades não tem autoridade política e nem moral para dizer que fará isso agora”, ressaltou o parlamentar. Ele disse ainda que as afirmações do tucano apenas comprovam que os últimos governos burocratizaram o estado e centralizaram a administração. O discurso de Pimenta da Veiga bate de frente com a construção da Cidade Administrativa, uma das grandes bandeiras do governo Aécio Neves (2003-2010). Realizada sem nenhum tipo de consulta popular, a obra, avaliada em quase R$ 2 bilhões, transferiu secretarias e órgãos de governo da Praça da Liberdade e do Palácio Tiradentes para a Região Norte de Belo Horizonte. O candidato a governador, Fernando Pimentel (PT), comentou a iniciativa na quarta-feira: “Você, mineiro, foi consultado sobre a decisão de construir um novo centro de poder, que custou quase R$ 2 bilhões? Se a resposta for não, acho que a decisão foi errada. Foi muito dinheiro, uma decisão que mexeu com a vida de muitas pessoas, sem consulta popular.” Odair Cunha também acusou Pimenta da Veiga de estar copiando a agenda apresentada pelos petistas, já que a regionalização da administração é uma bandeira de Fernando Pimentel (PT) e não do PSDB, que apenas centralizou o governo estadual. “Trata-se de uma cópia absoluta do que nós estamos propondo para a população brasileira. Deveriam, no mínimo, apresentar uma proposta que fosse original”, argumentou. Para Rogério Correia (PT), “essa é uma prática recorrente dos tucanos”. Segundo Odair Cunha, a candidatura do Pimenta da Veiga “quer esquecer o passado”. “O passado deles aqui [em Minas] e o passado dele [Pimenta] de quando foi ministro do Fernando Henrique. Quais foram os benefícios que o governo Fernando Henrique trouxe para Minas Gerais?”, indagou Odair. De acordo com o deputado estadual Ulysses Gomes (PT), a vontade de desburocratizar o estado é prova de que o chamado “Choque de Gestão”, do governo Aécio Neves, foi um fracasso. “O governo que está à frente de Minas há 12 anos vende a imagem de um choque de gestão. E vem agora um candidato sucessor dizer que vai descentralizar e começar a administrar de outra forma. É a prova concreta de que esse governo não deu conta de apresentar um projeto de desenvolvimento para Minas”, declarou ele. O deputado também classificou como desrespeito a declaração de Pimenta da Veiga sobre a Lei Complementar 100, de 2007, que autorizou a contratação de mais de 90 mil funcionários sem concurso público. “Ao afirmar que não se trata mais de 90 mil, porque alguns morreram, o candidato tucano mostra como o governo trata os servidores da Educação. A Lei 100 é a prova da incapacidade do governo de gerir a coisa pública. Há uma possibilidade concreta de milhares de pessoas serem mandadas embora em breve”, afirmou. Assessoria de Comunicação PT-MG *** *** *** Em Juiz de Fora, Pimentel propõe pacto com empresários. O candidato do PT irá incluir em seu programa de governo proposta construída pela Fiemg para o desenvolvimento da Zona da Mata. Juiz de Fora (18 de julho) - O candidato ao governo de Minas pela coligação Minas pra Você, Fernando Pimentel (PT), defendeu hoje, em Juiz de Fora, um pacto com empresários para promover o desenvolvimento econômico e social da Zona da Mata. Ele recebeu do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, um documento com diretrizes para crescimento da região. O relatório foi anexado ao programa de governo do petista. “Quem chegar ao posto de governador pelo voto dos mineiros terá necessariamente de montar um plano de crescimento e desenvolvimento específico para a Zona da Mata, com foco em Juiz de Fora. Nós vamos montá-lo junto com a Regional da FIEMG e com as lideranças da região”, disse Pimentel. Segundo o candidato do PT ao governo, Juiz de Fora é um polo industrial e pode ser fortalecido. “O primeiro passo para isso é aproveitar a localização geográfica da cidade. Nós aqui estamos numa confluência privilegiada de rotas de transporte terrestre e de distância geográfica entre os principais centros consumidores. Temos de estimular esse polo logístico, que hoje está subaproveitado”, disse, ao citar o exemplo dos aeroportos da região. Ainda conforme Pimentel, a cidade pode ser a nova âncora do desenvolvimento estadual, baseado no conhecimento, na ciência e na tecnologia. “Nós temos aqui a sede e o campus de uma das principais universidades do Brasil, que é a UFJF. Não usar esse ativo para alavancar o crescimento econômico, estimulando o entrosamento entre universidade e empresa é um erro. E esse erro está sendo cometido há 12 anos”, observou. Pimentel visitou hoje a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Acompanhado de seu vice, Antônio Andrade (PMDB), de deputados e do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, Pimentel se encontrou com empresários e ouviu demandas e propostas para a região. No encontro, Campolina falou sobre o esvaziamento econômico da região e destacou uma série de problemas enfrentados pelos empresários, destacando os altos tributos cobrados em Minas Gerais. “A empresa produz em Minas, manda o semi-acabado para outro estado – Espírito Santo, Rio de Janeiro – e fatura lá. Com isso, perdemos empregos e faturamento, pois aqui pagamos 8% de ICMS e nesses estados 2%, por exemplo. Nada foi feito para mudar isso”, afirmou Campolina. Para Campolina, a criação da Região Metropolitana da Zona da Mata poderia ajudar as empresas a se manterem na região e reduzir os custos para o empresariado. Ele explicou que o governo de Minas, em 2009, publicou um decreto para melhorar a situação das empresas atingidas pela guerra fiscal, mas a iniciativa, de acordo com ele, já nasceu defasada. “É um decreto capenga porque não é por empresa, é por produto. Então se eu produzo cueca e camisa, ele só vale para um produto”, afirmou. *** *** *** Poupança Jovem não chega à maioria da juventude. Alardeado como uma grande política para a Juventude pelo governo do Estado, programa que distribui bolsas para estudantes do ensino médio é adotado em apenas nove dos 853 municípios e atende pouco mais de 30 mil estudantes. Professores o classificam como um “programa vitrine” Festejado como programa social de grande alcance social para jovens do ensino médio, o Poupança Jovem, programa do governo do Estado que distribui R$3 mil a alunos que mantêm boas notas, tem um desempenho irrisório sete anos após sua criação e não atende o público que deveria atingir. Presente em apenas nove municípios do estado – 1% de um total de 853 –, o programa registrou apenas R$ 6 milhões executados até o momento em 2014, dos R$ 57,6 milhões previstos no orçamento para este ano. De 2010 até hoje, o governo aplicou R$100,3 milhões no programa, quantia que atenderia a pouco mais de 33 mil alunos se fosse dedicada integralmente à poupança dos estudantes. A soma é inferior ao que foi gasto pela Secretaria de Estado de Governo (Segov) em publicidade em 2013, R$115 milhões. Para a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), Beatriz Cerqueira, o Poupança Jovem não passa de um programa vitrine. “Ele não tem nenhuma repercussão no estado e não atende ao seu objetivo. Não chega à maioria da juventude e, portanto, se torna ineficaz”, avalia ela. Candidato a governador do estado e ex-prefeito de Belo Horizonte responsável pela implementação do programa Escola Integrada na cidade, Fernando Pimentel (PT) considera o programa interessante, mas ineficiente. “Tem que ser levado a mais municípios. (O governo) não pode ficar na televisão e no rádio dizendo que faz um programa que na verdade não fez. O Poupança Jovem mal chega a meia dúzia de municípios”, afirma. Publicidade. Em uma década, o investimento em publicidade da Segov saltou de R$13,3 milhões para R$ 115,5 milhões no ano passado, somando R$805 milhões gastos em propagandas e ações institucionais. A conta não inclui gastos com publicidade de empresas públicas como Copasa, Cemig, Codemig e BDMG, todas grandes anunciantes. Apenas em 2011, para se ter uma ideia, o valor gasto em uma campanha publicitária do governo direcionada aos funcionários da Educação foi de R$11,9 milhões. No mesmo ano, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG liderou uma greve de 112 dias por aumentos salariais para os professores do estado. A soma é superior ao que já foi investido no Poupança Jovem no primeiro semestre de 2014. O programa. Largamente anunciado pelo governo de Minas Gerais em televisão, rádio e veículos impressos, o programa Poupança Jovem condiciona a participação de jovens a atividades extracurriculares, cursos profissionalizantes e ao bom desempenho nas três séries do ensino médio. Se aprovado nos diversos critérios, o aluno ganha R$3 mil do governo. A política pública está presente em Esmeraldas, Governador Valadares, Ibirité, Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre, Ribeirão das Neves, Sabará e Teófilo Otoni. No ano passado, denúncias de que jovens inscritos no Poupança Jovem que concluíram o Ensino Médio não teriam recebido o pagamento surgiram em Juiz de Fora e Teófilo Otoni, sendo divulgadas pela mídia local e até em um telejornal estadual. http://www.ptmg.org.br/ |
TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
domingo, 20 de julho de 2014
PSDB volta atrás na proposta centralizadora da Cidade Administrativa e defende regionalização.
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