sábado, 26 de julho de 2014

São Paulo chega aos 20 anos de governos tucanos em situação gravíssima.






É gravíssima a situação no Estado de São Paulo. Está difícil acompanhar, analisar e criticar a administração do Dr. Geraldo Alckmin, que fecha no final deste 2014 , um ciclo de 20 anos de governadores tucanos no Estado. E ele é candidato a reeleição, para tentar cumprir o 5º mandato à frente do Palácio dos Bandeirantes.
Difícil porque para o lado que se olha há caos, ineficiência, omissão… A situação beira a calamidade pública. Há racionamento de água de fato ( o governador diz que não há ) e nada indica que o quadro aí não vá se agravar. Na saúde, esta semana tivemos o fechamento por um dia do PS da mais que quadricentenária (fundada em 1560) Santa Casa da Capital, deixando de atender 6 mil pacientes/dia.
Agora, a Secretária de Segurança Pública acaba de divulgar aquele balanço mensal, desta vez o referente a junho, com os índices de criminalidade na Capital e no Estado. E acreditem se quiser: a cidade de São Paulo teve alta de 17% em casos de roubos no mês passado, em comparação com o mesmo mês de 2013,  e de 29,48% nos roubos em todo o Estado, nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com o 1º semestre do ano passado.
Para onde se olha em São Paulo  há caos, quase calamidade pública.
Vejam vocês, neste caso assustador do fechamento da Santa Casa, o governador, conforme as entrevistas por ele concedidas, está querendo debitar a conta – que é do Estado, nem se discute – no Governo Federal. O governador disse que a “culpa” é da tabela do SUS que só cobre 60% dos custos – a mesma tabela que é paga a hospitais em todo o país.
Não se está dizendo que ela não é baixa, mas tem o outro lado da questão, sobre o qual o governador não fala, mas o ministro da Saúde, Alberto Chioro esclarece: o governo do Estado de São Paulo está “partidarizando” este fechamento do hospital, mas deixou de repassar R$ 74,6 milhões de verbas transferidas entre janeiro de 2013 e maio deste ano à Santa Casa, pela União, e que não chegaram ao hospital.
Na verdade, como vocês veem, o governador repete mantras, foge de sua responsabilidade e mostra à população paulista como agem os tucanos: são implacáveis, agem sem complacência quando tem de atender a população, porque a questão social é a última das preocupações deles (se tiverem preocupação nesse sentido…), mas posam de bom moços.
Tucanos gostam de posar de bons moços.
São um abutres na hora de caluniar e difamar, mas quando pegos em flagrante, vem com essa de se fazerem de vítimas, como o governador neste caso da Santa Casa e o candidato deles ao Planalto, senador Aécio neves (PSDB-DEM, no caso do aeroporto dos Neves, que construiu para a família, com dinheiro público de Minas, na fazenda de um tio-avô em Cláudio (MG).
E essa agora? A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) afirmou nesta 6ª feira (25) que vai investigar se a SABESP faz racionamento de água, à noite em pontos abastecidos pelo Sistema Cantareira na capital paulista e na Grande São Paulo. A agência diz ter recebido denúncias de usuários.
A Agência é ligada ao governo estadual – assim como a Sabesp. Mas nem precisa ouvi-los, o governador nega, como vai negar a Agência para não perder votos na tentativa da reeleição em outubro.
Apuração do racionamento de água está fácil.
Mas, está fácil a apuração. Basta a ARSESP ouvir os representantes da SABESP que participaram de reunião do comitê gestor de água no mês de março pp. e comunicaram à Prefeitura paulistana que a fornecimento de água à rede seria reduzido em 70% das 22 h às 6h todos os dias – o que impede que a água chegue aos bairros e ruas mais afastados e mais altos da Grande São Paulo. Pode ouvir os moradores que se queixam do racionamento e pedir, também, ofício em que esta decisão foi comunicada à Prefeitura, não?
Aí vocês olham para a Segurança Pública, o aumento da violência e têm este aumento de 17% nos roubos na capital, 29,48% em todo o Estado. E o pior, dos piores cenários? É o 13º mês consecutivo que o índice desse tipo de crime se eleva. O que vai fazer o governador neste julho? Mudar, de novo, os quatro oficiais PMs comandantes de grandes Comando da PM na Grande São Paulo, como fez no mês passado? Mas isso ele já fez duas vezes no curto intervalo de um ano, não resolveu nada, nem é o melhor, dizem os especialistas!
Como ficamos? Analisem, reflitam bem e pensem nisso tudo até o dia 5 de outubro próximo.

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