sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Campanha nacional tucana manipulou pesquisa.


Lembram-se daquela pesquisa feita pelo Instituto Veritá que mostrava o candidato derrotado a presidência da República, Aécio Neves (PSDB) com 9,6 pontos à frente da presidenta candidata à reeleição Dilma Rousseff? Era manipulada. Isso mesmo que vocês estão lendo, ela foi manipulada, está na folha de S.Paulo hoje.
Segundo o dono do Instituto, Adriano Silvoni, e o estatístico responsável pelas pesquisas do Veritá, Leonard de Assis, foi o publicitário da campanha de Aécio, Paulo Vasconcelos, quem teve a ideia de divulgar uma pesquisa com dados irreais. A jogada de marketing de Aécio foi retratar como nacional o resultado de uma pesquisa incompleta das intenções de votos que era só sobre Minas Gerais.
O marqueteiro, quando viu que Aécio estava bem na pesquisa em Minas, divulgou o placar irreal como se fosse resultado de uma pesquisa nacional com 5.615 entrevistados. Mas, a absurda manipulação de dados não era fiel à realidade da situação da candidatura Aécio no país e também não retratava a realidade mineira. Tanto não retratava a realidade nos dois casos que domingo passado vimos que o candidato tucano perdeu no Brasil e em Minas Gerais.
Defesa do Instituto de Pesquisa.
Agora o instituto tentou se esquivar das acusações colocando a responsabilidade no colo do publicitário de Aécio.O dono da Veritá, Adriano Silvoni, disse a reportagem da Folha de S. Paulo que “o estudo não foi feito com essa finalidade. Para Minas, foram 561 questionários. Não é confiável”.  “Eles não podiam usar nesse contexto. (…) Usou na garganta. Não representa Minas. Não é o real cenário do Estado”, disse Silvoni.
Também de acordo com o estatístico responsável, Leonard de Assis, a campanha de Aécio havia recebido a orientação de citar que a pesquisa não retratava a realidade nem de Minas nem a do Brasil. Outro problema relacionado a esta pesquisa é o seu registro no Tribunal Superior eleitoral (TSE). Nele a Veritá aparece com contratada e contratante do estudo, orçado em R$ 300 mil. Assis afirma que o formulário do TSE foi preenchido dessa forma porque o contratante real queria permanecer anônimo. O instituto não soube responder quem pagou pelo trabalho.
A pratica de manipulação de pesquisas é crime eleitoral, e se comprovada a irregularidade dos dados divulgados os responsáveis estão sujeitos à penas de 6 meses a um ano de detenção, mais multa. Felizmente a tática de manipulação não funcionou e a presidenta Dilma.  Mas nós não podemos aceitar essa prática. Vamos ficar de olho, divulgar essa farsa e ver as providências da justiça.

No vídeo que gravou, no qual analisa o resultado da eleição presidencial em sua página oficial no Facebook, o ex-presidente Lula constata com muita propriedade  que, ao longo dos últimos meses da disputa eleitoral deste ano, no 1º e no 2º turnos, houve uma campanha sem precedentes contra o PT, uma campanha como nunca se viu “em nenhum momento da história”.
Na gravação de pouco mais de oito minutos de duração, o ex-presidente da República destaca que tanto os eleitores que reelegeram a presidenta Dilma, quanto os que derrotaram o candidato demotucano, senador Aécio Neves (PSDB-MG) deram uma “lição” aos políticos ao mostrarem que sabem o que querem para o Brasil.
“Se você olhar como petista percebe que houve uma campanha de agressão ao PT como em nenhum momento da história. Uma coisa muito dura contra o PT. A ponto do Aécio ficar dizendo o tempo inteiro que é preciso acabar com o PT, tirar o PT…então, você fica mais nervoso”, confessou o ex-presidente. Coincidentemente, nesta 4ª feira, o candidato derrotado do PSDB também divulgou vídeo em sua página no Facebook em que dá a sua visão da disputa e se queixa que o PT empregou “infâmia e mentira” na campanha contra a candidatura dele.
Veio do povo a lição de democracia e de que sabe o que quer
Ao longo da gravação, o ex-presidente Lula destacou a ascensão social de milhões de brasileiros nos últimos 12 anos e defendeu o Bolsa Família, iniciativa criada e implantada por seu governo. Segundo ele, todos os segmentos da população “subiram degraus” na escala social na última década. “Está todo mundo vivendo um padrão decente e digno nesse país”, enfatizou.
“Há um equívoco – pregou o ex-chefe do governo – das pessoas que se opõem às políticas sociais. Elas deveriam agradecer a Deus por essas políticas sociais, porque elas elevaram a vida das pessoas, elevaram o consumo de alimentos, diminuíram a mortalidade infantil e transformaram as pessoas em cidadãs. Eu acho que mais generosidade e menos preconceito vão fazer muito bem para esse país”.
Em outro trecho do vídeo, o ex-presidente diz que a população deu “lição de democracia” e que o comportamento dos eleitores no dia da votação mostra a consolidação definitiva da democracia como um valor inestimável para o país. Ele ironizou as mensagem ofensivas publicadas nas redes sociais após a confirmação da reeleição da presidenta.
Contou, também, ter ficado imaginando como sofrem as pessoas que têm “tanto ódio”. Disse, então, que para ele, o importante é as pessoas compartilharem a felicidade, e não o ódio. “O povo brasileiro, com todas as divergências, com todos seus votos diferenciados, aqueles que votaram nulo,  que votaram em branco, que se abstiveram, que votaram em Dilma, que votaram em Aécio, deram uma lição de política nos políticos. Ou seja, o povo sabe o que quer”, acentua o ex-presidente na gravação.
Acessem, aqui, a íntegra da gravação em que o ex-presidente Lula analisa o resultado da eleição nacional deste ano.

Mensagem de Lula sobre as eleições de 2014.



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Com o uso em sua campanha eleitoral da infâmia e da mentira publicadas pela revista Veja na antevéspera do 2º turno (6ª feira pp.) e com a propagação (se não a produção do boato) da morte do doleiro de delação premiada Alberto Yousseff, que seus seguidores falsificaram como assassinato, o candidato demotucano derrotado na disputa pelo Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG) não tem nenhuma autoridade para falar em mentiras e infâmias.
Falta-lhe, portanto, autoridade para vir, agora, nesse vídeo que gravou e colocou em sua página oficial no Facebook, acusar a campanha eleitoral do PT de ter usado “infâmia e mentira” contra a candidatura dele ao longo da disputa pelo Planalto. Aécio perdeu a disputa por uma diferença de 3,4 milhões de votos. Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ele teve 51,04 milhões de votos (48,36%) e a presidenta Dilma 54,5 milhões (51,64%).
Muito menos tem Aécio autoridade para falar em uso da máquina. Logo ele que se especializou nessa matéria em Minas Gerais começando pelo controle e censura da imprensa e de jornalistas que perseguia e demitia quando o criticavam nos 8 anos (2003-2010) em que foi governador?
Sem falar nos casos de seus companheiros do PSDB de São Paulo onde o  tucanato está no poder há 20 anos, aparelhando o Estado e distribuindo cargos em estatais e conselhos de administração de empresas públicas para aliados.
Exemplo disso em São Paulo, basta lembrar um só dos casos mais famosos, o do candidato a deputado federal derrotado agora Roberto Freire, presidente nacional do PPS. Freire foi pendurado pelo prefeito José Serra (agora eleito senador no Estado pelo PSDB) nos conselhos de administração de várias empresas mistas da prefeitura paulistana ((SPTrans, SPTuris…), com altos salários em cada um para participar de uma única reunião mensal…

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