Os recentes burburinhos causados pela turma de reacionários inconformados pela reeleição de Dilma Rousseff revelam o apreço, ou melhor, a falta de, deste pequeno contingente de brasileiros aos valores democráticos.
O que não mais nos espanta é saber que é em São Paulo o maior reduto destes apologistas da ditadura.
Mas a coerência, esta foi torturada e expurgada da vida destes indivíduos.
É preciso lembrar e sublinhar que São Paulo vive hoje a maior crise de abastecimento de água de sua história. A população do estado mais rico do país já vive um racionamento de água, mesmo velado pela grande imprensa.
O PSDB completará em 2018, 24 anos de poder ininterrupto em São Paulo, somente Geraldo Alckmin terá governado este estado por 14 longos anos [2000-2006 e 2010-2018].
A obra entregue destes senhores gestores, que ainda inclui José Serra [2006-2010] e Mário Covas [1994-2000], será mais um racionamento e o desmantelamento, lento e gradual da economia do estado.
São Paulo representa hoje menos do que representava em meados dos anos 1990 para o conjunto da economia do Brasil.
Por conta da falta de investimentos no abastecimento de água nas últimas duas décadas, o povo é prejudicado diretamente pela falta de água em suas casas, condomínios e apartamentos, mas também vê as indústrias migrando para outros estados.
A má gestão dos recursos naturais por parte do PSDB já afugenta empresas de São Paulo e prejudica a população até nas escolas.
A água é um insumo importante na cadeia produtiva industrial, sem água não há como garantir a produção, sem produção não há como manter a lucratividade, sem a lucratividade esperada não há como preservar empregos…
O paulista perde oportunidades de emprego.
Outros estados ganham oportunidades com a falência administrativa da antiga locomotiva da nação.
Mas nem por isso, pelo cenário gravíssimo exposto, se vê indignados com a situação a que o governo tucano impõe ao seu povo organizando protestos.
É óbvio que estas marchas insólitas são estimuladas pelo consórcio político a que pertence o PSDB e a mídia conservadora e golpista, como a Veja, que se enquadra nestes dois arquétipos.
Esta eleição serviu para consolidar, de uma vez por todas e aos olhos da opinião pública, que expoentes da mídia, como a Globo, e os tucanos selaram seus mais profundos vínculos políticos.
O que fica de lição, para este agrupamento radical de direita e para o governo, é que aos olhos do conjunto da sociedade, e aí se incluem aqueles que votaram na oposição, mas respeitam as regras da democracia, é que tanto para o PSDB, quanto para parte da imprensa vale qualquer artifício para tomada de poder, inclusive implorar, de joelhos, uma intervenção militar em “nome da democracia”… A pecha de golpistas cada vez mais cabe como uma luva para os maus perdedores.
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