Para o atual senador da Frente Ampla, a contraofensiva da direita é cíclica e o melhor a se fazer em momentos como este é resistir para aprofundar a democracia. Ele destaca que nestas situações “os partidos políticos são imprescindíveis”, porque é a organização coletiva que nos dá suporte para avançar nas conquistas sociais sem estar à mercê de ideais individualistas. “Não fossem os partidos, qualquer cantor que surge por aí, ou um jogador de futebol pode se candidatar. É necessária uma decisão coletiva, um projeto e aí sim uma pessoa que vá representar este projeto.” Os partidos de esquerda devem “ter humildade estratégica” e tomar decisões coletivas que todas as pessoas entendam, “não necessariamente concordem”. “Voto pelos partidos, reconhecendo todos os defeitos que tenham.” Assim como no Brasil, os outros países progressistas, entre eles a Argentina e a Venezuela, sofrem crises políticas impulsionadas com o mesmo discurso de combate a corrução, facilmente assimilado pela população. “A crise política é um câncer, mas não um desastre, porém é utilizada pela direita. É lógico que cometemos erros, mas agora é tempo de lutar.” Questionado sobre ascensão apenas pela via do consumo, e não educacional, que aconteceu na última década, Mujica é enfático: “A classe média que emergiu, mas não sabe porquê, não sabe que foi por causa dos programas sociais. Mas isso não está mal, porque pelo menos melhoraram de vida e está bem melhorar a vida das pessoas”. E explica: “Aumentar o poder aquisitivo não é, necessariamente, aumentar a consciência e a pobre classe média sempre tem medo de cair”. Em momentos de crise o individualismo se acirra de forma a transformá-los em verdadeiros pandemônios, como acontece agora no Brasil. Por isso o desafio é “ter coragem de recomeçar sempre, aprendendo com os erros” porque “os derrotados são os que abaixam os braços”. “A batalha da integração é a batalha do desenvolvimento” Para Mujica, o sentido da vida é ter uma causa a defender, e no alto de suas oito décadas, ele se dedica a lutar pela integração continental porque acredita que desta forma será possível fortalecer a democracia, ampliar os direitos e a inclusão social. “A grande questão da América Latina é a integração em um mundo que se mostra cada vez mais poderoso.” Ao consolidar mecanismos de integração como o Mercosul, a Unasul e a Celac, por exemplo, a América Latina tem condições de enfrentar os grandes blocos econômicos, como a União Europeia e a Aliança do Pacífico. Mujica acredita que este seja o grande desafio do nosso tempo. “Até a Europa com suas diferenças, suas guerras milenares e idiomas que não se entendem entre si conseguiu construir uma unidade”, pondera. Por isso ele defende que “a batalha da integração é a batalha do desenvolvimento e a riqueza mais importante é o conhecimento”. “O triunfo da vida é caminhar” E também responde: “Nunca triunfamos completamente na vida, o triunfo da vida é caminhar, não há um prêmio no final, a beleza é ter uma causa. Tento plantar uma semente: cometam os erros de seu tempo, não do nosso”. O poder transcendental da política |
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quinta-feira, 28 de abril de 2016
Mujica contra-ataca: é hora de lutar e aprofundar a democracia.
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