sexta-feira, 29 de abril de 2016

PTMG - Governador recebe representantes da Frente Brasil Popular de Minas Gerais.


Cerca de duas mil pessoas de diversos movimentos sociais que seguiam pela Marcha pela Democracia, de Ouro Preto à Belo Horizonte, foram acolhidas pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, no Palácio da Liberdade, na tarde desta terça-feira (26/4). Eles apresentaram diversas demandas populares ao governador, que recebeu uma comissão de integrantes dos grupos sociais.
“O Governo de Minas Gerais abriu as portas do Palácio da Liberdade para os movimentos sociais. Fizemos uma reunião com seus representantes para ouvir as demandas e reforçar um canal de diálogo permanente com os movimentos”, afirmou Pimentel.
Entre as principais demandas apresentadas pela Frente Brasil Popular de Minas Gerais, composta por diversos movimentos sociais, sindicais e de classe, estão a defesa da democracia e a participação popular na administração pública.
O governador colocou na mesa a proposta de criação de uma comissão permanente de diálogo entre o governo do Estado e a sociedade. Uma das principais ações da atual gestão estadual é exatamente a criação dos Fóruns Regionais de Governo, estratégia que já ouviu as demandas da população em todas as regiões do estado – e que, na etapa atual, começa a dar respostas à sociedade.
“A governabilidade se constrói na participação popular. E é isso que nós viemos aqui legitimamente discutir. Abrir o Palácio da Liberdade para trabalhadores sem-terra e receber diversas organizações foi uma sinalização importante. Os movimentos também deram a sinalização de que continuarão a sua luta independentemente da agenda do governo, mas que é muito importante que o governo se some a essa tarefa da defesa da democracia”, disse, em entrevista à imprensa, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG e presidente da Central Única dos Trabalhadores/Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira.
Marcha.
A Marcha pela Democracia saiu de Ouro Preto no dia 21 de abril, com destino a Belo Horizonte, quando foram recebidos no Palácio da Liberdade. “Começamos uma marcha da Frente Brasil Popular com o objetivo de defender a democracia brasileira e o Estado Democrático atual, e apresentar as pautas populares ao governo do Estado. Esse objetivo foi concluído com a chegada aqui no Palácio da Liberdade, com o acolhimento da marcha”, afirmou Joceli Andreoli, coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Agência Minas
Foto: Verônica Manevy/Imprensa MG
***
***
***
Frente Brasil Popular quer abertura de CPI para apurar irregularidades durante gestão tucana em Minas.



Onde foi parar o dinheiro da saúde e da educação durante os governos tucanos, em Minas Gerais? Essa é a pergunta que fazem os movimentos sociais, que compõem a Frente Brasil Popular-MG.
Nesta quinta-feira, integrantes da Marcha pela Democracia, articulada pela Frente, tomaram a Praça da Liberdade, num grande ato político cultural contra o golpe. Pouco antes da manifestação, que começou por volta das 18h, lideranças da Frente deram uma coletiva de imprensa, onde questionaram a abertura de uma CPI, na Assembleia Legislativa, para apurar contratos e favorecimentos durante a gestão tucana.
“Nós denunciávamos, durante os oito anos de governo do PSDB, que as políticas públicas não eram feitas corretamente. Que R$ 8 bilhões não foram investidos em educação e R$ 8 bilhões não foram investidos na saúde, isso comprovadamente pelo Tribunal de Contas. Mas, além disso, durante 12 anos, foram 12 tentativas de CPI para discutir contratos, favorecimentos, mas a Assembleia Legislativa nunca teve a maioria para querer enfrentar esse debate, querer ver as questões de forma clara e transparente”, disse a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, integrante da Frente Brasil Popular.
Antes da coletiva de imprensa, as lideranças da Frente Brasil Popular foram recebidas pelo governador Fernando Pimentel no Palácio da Liberdade. Segundo Beatriz Cerqueira, o governador apresentou proposta de abertura de um Comitê de Luta em Defesa da Democracia, para discutir as demandas dos movimentos sociais.
Marcha.
A Marcha pela Democracia, que chegou nesta quinta-feira em Belo Horizonte, saiu de Ouro Preto no dia 21 de abril. Cerca de 1500 pessoas percorreram mais de 190 quilômetros.
Assessoria de Comunicação PT-MG
Foto: Renata Andrade Chamilet
***
***
***
Seminário discute participação das mulheres na política e nos espaços de poder.



Cerca de 60 mulheres líderes partidárias e de movimentos sociais, além de gestoras públicas e representantes dos conselhos estadual e municipais, participam, até quinta-feira (28/4), em Belo Horizonte, do seminário Gênero, Políticas Públicas e Participação Política. O evento, que acontece no hotel San Diego Mid, na Pampulha, é uma realização da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República em parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac).
A ideia dos idealizadores do evento é ampliar a representação das mulheres nas câmaras de vereadores e prefeituras municipais a partir das eleições deste ano. Na terça-feira (26/4), durante a abertura do seminário, foi lançada também na capital mineira a campanha  “Mais mulheres no poder: Eu assumo esse Compromisso”,  do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, que busca a construção de estratégias para a ampliação da participação das mulheres na política e nos espaços de poder. Essa ferramenta pode ser acessada pelo site SPM (www.spm.gov.br) e está disponível também em folders e spots veiculados na mídia.
“Esse seminário é um momento importante para refletirmos sobre o papel da mulher na política, de prepararmos essas mulheres para enfrentar, de forma mais qualificada, o pleito deste ano”, afirma Larissa Amorim Borges, subsecretária de Políticas para Mulheres da Sedpac. Segundo ela, mesmo com a grande participação em movimentos sociais e de trabalhadores, as mulheres ainda têm sido preteridas na hora da escolha para as eleições.
Larissa Borges foi uma das participantes da mesa de debates na tarde de terça-feira (26/4), quando foram abordados temas como “Relações de gênero: discriminações e desigualdades de gênero e raça” e “Preconceito e discriminação: história da participação política feminina no Brasil”.  O seminário conta também com as presenças da professora Hildete Pereira de Melo, da UFF, e de Adriana Mota, da SPM/PR.
O secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, enfatizou que a partir das conferências realizadas no ano passado, foi elaborado um conjunto de propostas para atender à demanda das mulheres mineiras. “São programas e ações para o enfrentamento à violência doméstica, para a igualdade de oportunidade em todos os lugares, seja na universidade, no trabalho e na geração de renda, e para o empoderamento das mulheres na política. Não é possível política sem as mulheres”, disse, lembrando que Minas está cumprindo o seu grande compromisso com as mulheres.
“A participação das mulheres no poder hoje ainda não representa os avanços que elas têm conseguido na sociedade. Somos mais da metade da população brasileira, estamos inseridas no mercado de trabalho, avançamos, mas ainda representamos apenas 9,9% das mulheres no parlamento brasileiro”, disse Isabel Lisboa, superintendente de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Sedpac, salientando a grande luta pela igualdade das mulheres na representação política e na liderança.
“É preciso desorganizar a cultura machista que insiste em repetir que as mulheres não gostam de política. Desconstruir estereótipos e estigmas baseados na divisão sexual do trabalho que naturalizam o lugar das mulheres no mundo privado, da casa, do lar, do cuidado é uma tarefa urgente e dever do Estado se quisermos de fato avançar e construir outros paradigmas de liberdade e igualdade para todas as pessoas”, disse Renata Adriana Rosa, superintendente de Autonomia Econômica das Mulheres e Articulação Institucional da Sedpac.
Agência Minas
Foto: Omar Freire/Imprensa MG
***
***
***
Mujica: Na política, os derrotados são os que deixam de lutar.



Para o ex-presidente uruguaio, brasileiros precisam lutar para evitar colocar conquistas sociais e direitos trabalhistas em risco.
Ao comentar a crise política no Brasil e a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente e senador do Uruguai José ‘Pepe’ Mujica afirmou, nesta quarta-feira (27), que “os únicos derrotados são os que deixam de lutar, porque a derrota é se sentir impotente”. Ele citou sua experiência pessoal, ao lembrar que foi perseguido e detido três vezes pela repressão em seu país: “É preciso ter coragem para recomeçar, sempre. Aprender com os erros. E perseverar”.
“Não posso dizer a vocês o que eu faria se estivesse no lugar da Dilma (…) Agora é tempo de lutar, não de delegar culpas“, enfatizou. Mujica conversou com jornalistas e blogueiros no Centro de Mídia Independente Barão de Itararé, no centro de São Paulo, e depois concedeu entrevista coletiva. Os assuntos que predominaram foram o golpe em curso no Brasil, a ascensão de governos conservadores na região e descriminalização do aborto e da maconha no Uruguai.
Ele lamentou que o mandato de Dilma seja avaliado por parlamentares que têm menções em casos de corrupção e comentou que a transmissão, no exterior, da votação na Câmara do dia 17 de abril “fez mal para o Brasil”. “Rebaixaram a categoria do Brasil no mundo”.
Pepe Mujica concede entrevista em São Paulo (Foto: Paulo Pinto/Agência PT)
Ao ser questionado sobre o risco que correm as conquistas sociais com governos conservadores, Mujica falou da importância de os trabalhadores terem capacidade de resistir e uma frente comum de luta para defender seus direitos, principalmente os trabalhistas. “Há uma palavrinha que está no esquecimento: igualdade. Igualdade de direitos, de oportunidades. É isto que define a esquerda”.
Para Mujica, a política é um sistema que funciona em ciclos, com altos e baixos, e a corrupção é um patrimônio brasileiro, não um problema do Partido dos Trabalhadores (PT), como alguns setores da oposição costumam afirmar.
“Com a crise política, há muitas lições a aprender. Os partidos políticos progressistas devem ser mais democráticos, mais horizontalizados, menos piramidais. Os partidos políticos têm defeitos, mas são insubstituíveis (…) Reconhecendo todos defeitos, precisamos trabalhar pelos partidos políticos. Partido tem sentido coletivo, de semear, de humildade estratégica”, argumentou.
Sobre a ascensão de representantes conservadores, Mujica afirmou: “uma moeda tem duas caras, e as duas caras pertencem à moeda. O que quero dizer é que o devenir humano sempre teve uma cara conservadora, mas também uma face justiceira, igualitária, solidária”.
Citou que os efeitos da crise econômica internacional na América Latina servirá de campo para gerar inconformismos. Lamentou uma classe média que melhorou condições de vida, mas não reconhece o motivo. “As pessoas vivem melhor do que viviam, mesmo que não entendam o por que”. Ele ressaltou que a maioria dos progressos sociais estão consagrados nas constituições nacionais e são fruto da luta de agrupações de pessoas de esquerda.
Ex-Presidente do Uruguai em  entrevista no Barão de Itararé (Foto Paulo Pinto/Agencia PT)
Mujica começou sua fala afirmando que os seres humanos não podem viver isoladamente, foram feitos para viver em sociedade, apesar das divergências existentes.
“Se fôssemos perfeitos, deuses, não precisaríamos da política. Precisamos da sociedade para viver. Mas somos conflitivos. Cada ser humano tem origem diversas, culturas diferentes (…) É preciso administrar os conflitos para conseguir viver. É isto que faz a política”.
“Se a política é a expressão da maioria, temos que ver como vive a maioria, e não a minoria (…) Não estou defendendo a implicância com os ricos. Não se trata disso”.
O ex-presidente do Uruguai disse que a América Latina enfrenta duros problemas por todos os lados e que a política não deve ser pelo interesse por dinheiro e lembrou que existem coisas que o dinheiro não compra. “Há coisas que não têm preço. Coisas que não se comprar. Assim que como você não pode ir ao supermercado e pedir ‘me dá mais cinco anos de vida’”.
Mujica ainda falou da importância da unidade no continente americano para fortalacer a soberania regional, citando o exemplo da União Europeia, integrada por países com características diversas, com idiomas diferentes. “Sou latino-americano antes de mais nada, depois sou uruguaio. Enquanto latino-americano, sou um cidadão frustrado. Não construímos uma nação. Portanto, venho aqui do ponto de vista estratégico. A grande causa dos latino-americanos é a integração”.
O ex-presidente também disse que a sociedade, nas próximas décadas, verá uma “invasão da inteligência robótica no campo do trabalho” que, como todo progresso tecnológico importante, terá seu lado positivo e negativo. Ter mais tempo para viver será um dos temas das futuras gerações, segundo Mujica.
“Nunca vencemos totalmente na vida. Não há um prêmio no final da vida, nem individual, nem coletivo. A formosura da vida é viver com sentimento, com compromisso”, afirmou.
Fonte: Agência PT de Notícias.
***
***
***
Mulheres pela Democracia: ato, nesta sexta-feira, denuncia golpe e machismo na política brasileira.



Nesta sexta-feira, mulheres e homens de todo Brasil vão às ruas contra o impeachment antidemocrático e machista, pelo qual passa o país. Em Belo Horizonte, a passeata começará na Praça Afonso Arinos, às 17h, e conta com o apoio de diversos movimentos feministas, de ocupações e lideranças sociais.
Diante dos xingamentos, desqualificação e violência sexista contra a presidente Dilma Rousseff, mulheres de várias idades, religiões e independente de filiação partidária, resolveram se unir para denunciar o machismo na política, ainda mais evidente agora, e o golpe contra a democracia brasileira.
“Esse movimento começou numa conversa, de um grupo de amigas, sobre o peso do machismo no caso da Dilma, sobre como as pessoas estão violentas em relação a ela e isso tem reverberado negativamente”, conta Luara Colpa, advogada, uma das organizadoras da manifestação.
Para ela, o impeachment, além de ser um movimento golpista, antidemocrático, que rasga a Constituição, tem um forte viés sexista, misógino e machista.
“O nosso ato é um momento de solidariedade a Dilma, independente de qualquer partido. Ela sofre com as tentativas de desqualifica-la, como no caso da reportagem da revista Veja, sobre a mulher de Temer. Ali, o recado foi de que, se você é mulher, no máximo pode ser primeira dama. A gente quer dizer não! Se você quiser ser do lar, seja. Se quiser ser presidenta, seja. Mas com empoderamento em todos os casos”, reforça.
O ato denuncia o golpe, conduzido por um Congresso que é o mais conservador desde 1964 – de acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). E alerta para o risco de retrocesso nos direitos das mulheres e das minorias, no aprofundamento do conservadorismo, num possível governo de Michel Temer.
O ato é aberto. Todos os apoiadores estão convidados a levarem cartazes, faixas, vozes, instrumentos musicais, ideias, além de resistência para ocupar as ruas de BH e mostrar que as mulheres sempre sofrem de forma peculiar com o estado de exceção, as ditaduras e os golpes.
Fique atento! Participe!
Mulheres pela Democracia
Data: 29 de abril, sexta-feira
Horário: às 17 horas (concentração)
Local: Praça Afonso Arinos. O ato se encerra na Ocupação Tina Martins, na rua Guaicurus, 315, no Centro de BH.
Assessoria de Comunicação PT-MG

***
***
***

28 de abril: Dia Nacional de Paralisação nas Universidades Brasileiras, pela democracia.



Esta quinta-feira, 28 de abril, será marcada como o Dia Nacional de Paralisações nas Universidades Brasileiras. O movimento, encabeçado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pretende interromper as atividades tradicionais nas unidades, para dar lugar a uma série de ações em defesa da democracia e contra o golpe em curso no país.
O ato contará com intervenções teatrais, rodas de conversa, oficinas com temática da defesa da democracia. “Os estudantes estão muito criativos na defesa da democracia. Eles têm se colocado para essa tarefa histórica, que a nossa geração tem que cumprir”, diz a diretora de universidades públicas da UNE-MG, Julia Louzada, militante do Levante Popular.
Segundo ela, os estudantes e as estudantes já estão mobilizados e têm conseguido adesão também de professores e profissionais técnico-administrativos. Ela lembra que Minas Gerais possui 11 universidades federais, onde estão se consolidando comitês pela democracia e diversas ações cotidianamente estão sendo desenvolvidas contra o golpe.
“Temos mapeado as universidade e a adesão está grande. Nesta quarta-feira, por exemplo, houve uma assembleia estudantil na UFMG, oficina de batucada e rodas de conversas. Em Viçosa, a reitoria foi ocupada, depois de uma assembleia estudantil, com a pauta da defesa da democracia. Na Universidade Federal de São João Del Rey , os estudantes e as estudantes, junto com o conselho universitário, soltaram uma nota contra o golpe”, enumerou.
Além das atividades dentro dos campus, Júlia diz que a paralisação desta quinta-feira serve também para convencer os alunos de que é preciso tomar as ruas, para barrar o golpe.
“Os estudantes têm um papel muito importante para cumprir agora, para além dos muros da universidade. Como os estudantes e as estudantes já fizeram algumas vezes, na história do Brasil, na década de 20 na luta contra o fascismo, na década de 60 contra o golpe militar, nas diretas já, achamos que é novamente hora de irmos para as ruas, junto com os movimentos sociais, a Frente Brasil Popular, para pautar a democracia”, pontua.
De acordo com Júlia, a UNE tem lido o que acontece na conjuntura brasileira como um golpe em curso. “Um golpe da burguesia interna brasileira, mas aliada a burguesia internacional. Ai entram os elementos do imperialismo. A gente sabe que esse golpe foi experimentado em outros países como o Paraguai. A gente vê os constantes ataques à Venezuela, o que aconteceu em Honduras. A gente acha que o que está acontecendo no Brasil é parte desse processo, desse avanço golpista na América Latina. Sabemos também que esse golpe vem casado com muitos retrocessos de direitos, com avanço do fascismo, do conservadorismo, com elementos machistas, racistas, LGBTfóbicos, e nós, como estudantes, estamos dispostos a ir para ruas, lutar por mais direitos”.
Assessoria de Comunicação PT-MG

Nenhum comentário: