terça-feira, 14 de junho de 2016

Aécio diz que citações na Lava Jato são “vingancinha”

 


“Investigações têm que ocorrer. No meu caso, trata-se de vingancinha pessoal de Delcídio e fez com que o Ministério Público optasse por abrir a investigação. Ninguém com destaque na política está imune a citações. As que envolvem meu nome são todas vindas de adversários. De pessoas que participaram dessa quadrilha que tomou conta do país. Sou adversário disso. Eu os combato desde sempre”, diz ele.

Antes de Delcídio, outros delatores citaram Aécio, como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Eles afirmaram que políticos do PSDB receberam recursos desviados de empresas estatais como a Petrobras e Furnas. Entre os beneficiados estariam o ex-presidente nacional do partido Sérgio Guerra e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Outro a falar de Aécio foi o lobista Fernando Moura. Segundo ele, Aécio recebia um terço dos recursos desviados de Furnas.

O entregador de dinheiro de Youssef, Carlos Alexandre Souza Rocha, conhecido como Ceará, afirmou que Aécio era um dos destinatários do dinheiro e disse também ter ouvido de um executivo da empreiteira UTC que Aécio era o “mais chato” na cobrança de propinas.

Derrotado nas urnas em 2014, é notório o inconformismo de Aécio e seus aliados que buscaram pavimentar o golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Agora, ele rejeita o rótulo de golpista e diz que tudo não pássou de um invenção para prejudicá-lo.

“Eles transformaram isso num mantra. Não tem resultado. Cadê o povo nas ruas para acusar as pessoas de golpe? Não tem. As manifestações deles perderam substância. A democracia está fortalecida. Todos os ritos estão sendo cumpridos”, disse ele.
 

Do Portal Vermelho, com informações do Estadão

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