domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ganhos no atacado.

Roberto Carvalho, Cezar Canducho, Fernando Pimentel, Gilson Luna e Reginaldo Lopes.

Ganhos no atacado.

O primeiro emprego de meu pai, ainda menino, foi como auxiliar de sapateiro. Com o conhecimento adquirido sobre o uso do couro, logo passou a percorrer Minas Gerais vendendo o produto como caixeiro viajante. Anos depois, deixou a vida de mascate e abriu lojas de artigos de couro e decoração em Belo Horizonte. Foi ali que tive meu primeiro emprego. Trabalhava no setor administrativo das lojas, no centro da cidade, e à noite ia pra faculdade de Economia da PUC.

A experiência no varejo foi muito enriquecedora. O contato direto com o cliente ajuda a fazer amigos e a descobrir as vontades e necessidades das pessoas mais diferentes. Essas lembranças me são muito caras e me vieram à mente no começo desta semana, ao receber o troféu de Supermercadista Honorário de 2013. O prêmio me foi entregue pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Yamada, em Brasília. Fiquei pessoalmente honrado, mas o que me deixou mais feliz foi o reconhecimento do setor aos esforços que o Governo Federal fez nos últimos anos para dar competitividade aos milhares de varejistas do país.

Ainda no governo do presidente Lula, foi criada a secretaria de Comércio e Serviços no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O olhar sobre um setor importante, o de serviços, que é o que mais tem crescido não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, nos permitiu atuar com mais eficiência para facilitar o ambiente de negócios do setor. Já em 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff, os varejistas estavam entre os primeiros beneficiados pelo Plano Brasil Maior.

Medidas como desoneração da folha de pagamentos, que reduziu o custo de mão-de-obra de 42 setores da economia, foram dirigidas de imediato ao varejo. A redução das tarifas de energia elétrica, vigente desde 2013, trouxe uma economia média de 10% para os supermercados, segundo os próprios diretores da Abras. Também em 2013, zeramos a cobrança de todos os impostos federais que incidiam sobre os 16 itens da cesta básica. Somente com essa medida, abrimos mão de R$ 7,3 bilhões ao ano.

O crédito para o varejo foi ampliado e, atendendo a uma reivindicação antiga dos supermercadistas, o Finame (linha de crédito do BNDES exclusiva para máquinas novas fabricadas no Brasil) passou a incluir os chamados equipamentos estacionários, como as gôndolas e caixas de supermercados – até então, o crédito só era concedidos na compra do equipamento motorizados, como empilhadeiras e freezers.

No momento em que me preparo para deixar o ministério da presidenta Dilma, convocado para outras tarefas em Minas, as demonstrações de reconhecimento às ações do governo muito me gratificam. Mas me deixa ainda mais feliz constatar que, a despeito da grave crise financeira internacional, o governo federal tem conseguido assegurar emprego e renda crescente aos brasileiros, que podem fazer suas escolhas nas prateleiras dos supermercados.

http://www.fernandopimentel.com.br/2014/02/ganhos-no-atacado-2/

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