| O brasileiro já acorda com notícias e “análises” que preveem a derrocada do Brasil, mesmo quando os indicadores provam que o país vai bem. Isto tem custado a Dilma perda de popularidade, pela incapacidade do governo em responder, veementemente, flagrantes distorções midiáticas. A poucos dias os principais institutos de pesquisas reuniram-se em São Paulo para debater a sucessão presidencial. Ocorre que o fato mais importante extraído deste encontro não foi a discussão sobre os cenários político-eleitorais que se desenham até outubro, mas responder a questão: como derrotar a presidenta Dilma? Em recente pesquisa o Datafolha perguntou aos entrevistados se estes aprovavam um golpe de estado contra o governo. O momento consolida a máxima de todos contra Dilma e o PT, inclusive quem sai às ruas munidos de questionários para arguir o cidadão comum sobre quem este prefere [ou não deveria preferir...] para governar o país. O governo não terá vida fácil até as eleições e o noticiário sistematicamente negativo sobre a economia, que tem se acentuado desde dezembro, repete a mesma estratégia dos grandes grupos de mídia no primeiro semestre de 2003: acuar o Planalto e não deixá-lo, em condições mínimas de igualdade, responder todas as inúmeras críticas difundidas. Por conta do bombardeio midiático incessante, Dilma perdeu popularidade a partir de maio de 2013 e daí as grandes manifestações de junho afloraram, mesmo que sem eleger a presidenta como alvo, estes protestos serviram para desacreditar a política e reduzir seu amplo apoio popular. O governo precisa reagir, enfrentar a questão político-partidária e disputar a opinião pública, desmentindo e condenando mentiras disparadas diariamente contra os pilares econômicos do país. Calar-se não resolve e, diferente do início do ano passado, Dilma já não tem mais gordura para queimar, o confronto é inevitável e necessário para chegar a julho, início oficial da campanha, mantendo ou ampliando apoios político e popular. É certo que ainda há muita água para mover o moinho que são as eleições e o momento adverso de hoje pode ser revertido, mas não sem ação direta, articulada e persuasiva. O enfrentamento tem que se dar pelo front da economia e no da CPI da Petrobrás, não pode tergiversar. A sociedade não pode ficar a mercê de uma única versão para estes fatos, o monopólio destes fatos por parte da grande imprensa desfavorece Dilma. Esperteza do Ibope. A divulgação dos números de uma pesquisa do Ibope levanta suspeitas graves de manipulação. O instituto de Augusto Montenegro, o mesmo que em 2009 “previu” que Lula não faria seu sucessor, fatiou em dois a divulgação dos resultados. No dia 20 divulgou que Dilma venceria as eleições, com facilidade, em primeiro turno, qualquer que fosse o cenário. Hoje apresenta significativa queda da popularidade da administração petista, com oscilação negativa de 5 p.p. de fevereiro para março. O detalhe que os levantamentos foram feitos simultaneamente e todos os números já deveriam estar disponíveis para uma única publicação no dia 20. A esperteza do Ibope, que disse ter feito por sua própria conta a pesquisa sobre a corrida eleitoral, e regiamente paga pela Confederação Nacional da Indústria sobre a avaliação do governo, foi apagar um lado bom com outro negativo, de um mesmo levantamento, em poucos dias. Confira as informações das pesquisas apresentadas no site do Ibope: Corrida eleitoral: “Período de campo: pesquisa realizada nos dias 13 a 17 de março de 2014. Tamanho da amostra: foram entrevistados 2.002 eleitores.Margem de erro: a margem de erro estimada é de 2 p.p. para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. Nível de confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%. Solicitante: pesquisa contratada por IBOPE INTELIGÊNCIA PESQUISA E CONSULTORIA LTDA. Registro eleitoral: Registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00031/2014.” Avaliação do governo: “Período de campo: pesquisa realizada nos dias 14 a 17 de março de 2014 Tamanho da amostra: foram entrevistados 2.002 eleitores Margem de erro: a margem de erro estimada é de 2 p.p. para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. Nível de confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%. Solicitante: pesquisa contratada por CNI – CNI – Confederação Nacional da Indústria Registro eleitoral: Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00053/2014.” Não há dúvidas de que o Ibope aproveitou-se que iria fazer um levantamento sobre a popularidade de Dilma e valeu-se da oportunidade para embutir questões sobre a corrida eleitoral. A divulgação dos resultados em dois atos, um primeiro positivo à Dilma e um segundo negativo, são lados da mesma moeda: O governo cai na avaliação, mas a presidenta segue favorita. O que leva a outras perguntas. A publicação de um mesmo levantamento em dois momentos diferentes, já segue a estratégia dos institutos de pesquisas para tentar derrotar Dilma? Esses dados podem ser confiáveis, pois apresentam amostras bastante distintas? Adiante só resta esperar que o governo mude sua comunicação e seja capaz de enfrentar o bombardeio de noticiário negativo que recai sobre a opinião pública e intenta mudar a percepção da realidade. No meio do caminho há a copa do mundo e, pelo o que parece, não há no horizonte qualquer sinal de arrefecimento desta guerra que a imprensa assume para tentar equilibrar a disputal eleitoral. O que, por último, revela a fragilidade das insípidas candidaturas de oposição, não fosse a intervenção da grande mídia, nem seriam notados como opções eleitorais, primeiro pela ausência de discurso alternativo para o país e segundo pela falta de base política e social capazes de mobilizar o povo. Sobrevivem de matérias benevolentes nos jornalões e imagens frequentes no Jornal Nacional… http://wp.me/p3tyfq-2w0 |
TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
sábado, 29 de março de 2014
Esperteza do Ibope já é a estratégia dos institutos de pesquisa contra Dilma?
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