sexta-feira, 14 de março de 2014

Números preocupantes na economia de Minas.

Números preocupantes na economia de Minas

Declarações recentes do PSDB mineiro dizem que o Brasil está em uma situação crítica “com baixo crescimento econômico e inflação alta”. No entanto, informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Fundação João Pinheiro (FJP), mostram que, enquanto o cenário econômico brasileiro vai bem, em Minas os índices decepcionam.

De acordo com o IBGE, o Brasil alcançou, em 2013, o 3º maior crescimento econômico do mundo, com um aumento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Na outra ponta, números divulgados no último dia 11 pela FJP revelam que, no mesmo período, a economia do estado de Minas Gerais seguiu a direção contrária do crescimento nacional e registrou um decepcionante aumento de 0,5% do PIB.

Também em 2013, a produção industrial no Brasil teve um crescimento de 0,5%. Já em Minas, houve uma queda de -1,8%. Os dados divulgados pela Fundação João Pinheiro também mostram o baixo crescimento dos setores de serviços e agropecuária no estado, que avançaram 1,6% e 0,5%, respectivamente. No mesmo período, o Brasil se destacou com a expansão de 7% no campo. A retração de 6,7% no grupo de produção e distribuição de energia e saneamento em Minas Gerais é outro dado alarmante sobre a economia no estado.

Também contrários às falsas declarações de que a economia no Brasil vai mal e a de Minas bem, números da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, do IBGE mostram que outro setor importante no estado, o de fabricação de veículos automotores, também teve forte variação negativa no ano, de 7,6%. Já o país registrou um desempenho positivo de 7,2%.

Aos pessimistas, os fatos.

Ainda no campo econômico, o percentual de desocupação, 5,4% em 2013, foi o menor desde 2002, quando o IBGE iniciou a divulgação da Pesquisa Mensal de Emprego. Neste período, a taxa de desemprego caiu de 12,4%, em 2003, para os atuais 5,4%.

A análise pessimista e equivocada do PSDB sobre o cenário econômico brasileiro também é contestada por outo fato concreto: a situação do trabalhador também melhorou no governo do PT. A intensificação das políticas de formalização do mercado de trabalho fez com que, pela primeira vez na história, o índice de trabalhadores com carteira assinada superasse a metade do universo de empregados. O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, segundo o IBGE, cresceu de 39,7% para 50,3%, entre 2003 e 2013. De 2003 a 2012, 5,9 milhões de trabalhadores passaram a contribuir com a Previdência. A proporção de pessoas ocupadas que contribuíam para a previdência passou de 61,2% em 2003 para 74,4% em 2013.

Outro ponto de avanço, desconsiderado pelos adversários, foi a renda do trabalhador. Se em 2003, a média do rendimento mensal era estimada em R$ 1.488,48, em 2013 esse valor ficou em R$ 1.929,03 – isso representa um crescimento real de 29,6% na renda mensal média.

Dado preocupante para Minas Gerais, que exige também uma gestão responsável e eficiente do próximo governador, se refere ao endividamento do estado. Minas é hoje o segundo estado mais endividado do país, com R$ 79 bilhões em débitos, ficando atrás de São Paulo. Em dez anos, o governo de Minas solicitou à Assembleia Legislativa autorização para contrair R$ 19 bilhões em empréstimos com bancos privados e instituições de fomento. Desse montante R$ 16,9 bilhões já foram contratados e outros R$ 2,6 bilhões estão em fase final de negociação.

Sobre a inflação, alardeada pelos opositores como um ponto frágil do governo federal, lembramos que os índices sempre estiveram dentro da meta pré-estabelecida. Também vale ressaltar que o ritmo de aumento de preços durante o governo Dilma é inferior ao da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Dados do IPCA mostram que a inflação foi de 6,5% em 2011, 5,84% em 2012 e 5,91% em 2013, o que dá uma média anual de 6,1%. Na gestão federal do PSDB, com FHC (1995 a 2002), o aumento médio foi de 9,1%.

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